Cinema

Estreia hoje “Uma Longa Jornada” e a gente conversou com o autor Nicholas Sparks e o protagonista Scott Eastwood

Pedro Hosken - Publicado em 30/04/2015 às 19:23

Estreou nesta quinta-feira (30) nos cinemas brasileiros, o mais novo filme baseado em um romance de Nicholas Sparks. Com o título de “Uma Longa Jornada”, a produção é estrelada pela lynda Britt Robertson e pelo magya Scott Eastwood (sim, o filho do Clint!).

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O autor e o casal babadeiro de protagonistas

À convite da Warner Bros, visitamos o set de filmagens desse bapho na cidadezinha de Jacksonville, na Carolina do Norte. (Aliás, a gente já contou como foi essa “aventura” aqui…) Lá, pudemos acompanhar as gravações de externas, ver o Scott mostrando que é bom de “montaria” e o melhor, conversar com ele e com o Nicholas, que também é produtor do filme!  Cata o bate-papo:

HG – Como está sendo filmar aqui na Carolina do Norte?

Nicholas – Está sendo muito legal, estou perto de casa na maior parte do tempo. Mas as vezes não é muito bom, como sabem que moro muito perto eles podem marcar compromissos aqui numa, segunda, terça, quarta e acabo no set todos os dias. De forma geral é muito bom, meus filhos vêm acompanhar as filmagens… é divertido porque eles também amam!

HG – Essa é sua quarta vez co-produzindo uma das suas adaptações.  Você prefere estar nessa posição para participar mais das produções?

Nicholas – Na verdade eu sempre participei igual, não é o titulo de co-produtor que vai fazer participar mais do processo. Ter meu nome como produtor é melhor pra publicidade do filme. Mas sempre acompanhei desde o início.

HG – Tem coisas do livro que não entraram no filme?

Nicholas – Nossa, muitas coisas, o livro é muito grande. A grande diferença é que no livro o personagem Ira passa a maior parte do tempo preso nas ferragens e quem lê imagina o que ele está pensando ou alucinando, é a cabeça dele conversando com a esposa. E no filme, ele é resgatado rapidamente porque o acidente acontece no bem inicio. As pessoas saberão a história de Ruth e Ira através das conversas entre ele e Sophia.

HG –  E como você lida com essas mudanças na adaptação?

Nicholas –Na verdade, é o tipo de veículo que determina como contar as histórias, tem coisas que funcionam nos livros e outras no cinema. Por exemplo, seria muito complicado mostrar nas telas as lembranças que Ira teve no carro, já no livro torna-se mais fácil. A introspecção não tem como filmar. E algumas coisas ficam melhores no cinema, as cenas de montaria ficam ótimas.  O que faço questão é que o conteúdo da história e os principais elementos sejam mantidos. A regra é simples. Tem que capturar o espírito dos personagens. Fui um sortudo de fazer adaptações e continuar com a essência da história. Todo livro é diferente do filme.

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Olho pra esse moço e só penso o quanto deve estar ryyyyyycoh!

HG – Algum de seus livros de sucesso podem virar uma série? E se sim, quando?

Nicholas – Estamos cogitando isso sim. O livro “Uma Curva na Estrada” seria muito bom porque é a história de um xerife que tenta evitar que crimes e coisas ruins aconteçam na cidade. Esse livro em específico daria uma excelente série de TV.

HG – A história de “A Longa Jornada” é muito norte-americana. Como você acha que fará sucesso internacionalmente?

Nicholas – Independente de qual país você é, os sentimentos são os mesmos, se apaixonar acontece em qualquer idioma e cultura. O livro consegue atingir outros países porque fala de coisas presentes em qualquer ser humano. Luto, dor é a mesma coisa em qualquer lugar. Escrevo histórias de humanos.

HG –  Você imaginou o Scott Eastwood pra interpretar o Luke?

Nicholas – Com certeza, só de olhar pra ele você já vê um cowboy . É claro que o pai dele é quem é … você conhece e não preciso apresentar, mas ele estava muito à vontade com o personagem e se identificou com o Luke.

HG – O Scott foi a primeira escolha? Você já tinha ele em mente?

Nicholas – Desde o início, ele estava no topo da lista. Fizemos reuniões, enviamos o roteiro e tentamos ver a química dele com toda a produção e como ele interagia com todo o elenco. E foi ótimo!

HG –  Como você escolhe os atores? Em todos os “seus” filmes, tem atores conhecidos que estão a caminho do topo, mas que ainda não são grandes celebridades… A sua esposa te ajuda a escolher? 

Nicholas – Minha esposa, talvez…não é bem assim… nós tentamos, mas temos que manter o filme no orçamento, claro. E outro motivo, quando você está lidando com alguém que ainda está buscando a fama, ela se esforça e mostra tudo que pode fazer pra ser mais reconhecida. Como são filmes que trabalham as emoções precisamos de atores que estão dispostos a explorar todas as emoções do ser humano. É um ótimo exercício pra eles, estar num filme bem sucedido e ter essa experiência. Veja o Channing Tatum que teve essa oportunidades e explodiu. Esses atores entram de cabeça no personagem.

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Antes de deixar todas molhadas em Magic Mike, Channing protagonizou “Dear John” do Nicholas

HG –  O que te fez se interessar por rodeios?

Nicholas – Eu cresci indo a rodeios de cavalos…  É uma atividade que faz parte da vida dos americanos. Meu cunhado cria gado e convivemos muito com as histórias. Inclusive as historias que estão no livro são do racho dele… são as mesmas que ele me contava. É um mundo que minha irmã viveu e achei que as pessoas gostariam de ver esse mundo.

HG –  Então essa é uma historia bem pessoal?

Nicholas – Sim!!! Sem duvida nenhuma, é extremamente pessoal…

HG –  É o seu décimo sétimo livro e a décima primeira adaptação. O que te motiva e até onde quer chegar?

Nicholas – Acho que tudo se resume à minha vontade de escrever histórias que eu gostaria de ler e que outras pessoas também. Tento criar personagens e colocá-los em situações que fazem você não parar de ler e ler página a página. É a primeira vez que faço o livro com duas formas de narrativa, com histórias muito diferentes, foi muito divertido conectar as histórias e fazer o livro fluir.

HG –  E como foi a escolha do estúdio, pra ver quem levava a história?

Nicholas – Eu fico na Carolina do Norte passeando com meus cachorros tranqüilo, meus agentes que ficam indo e vindo com as propostas. E esse filme está entre os mais bem pagos, se não foi o mais.

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O Nicholas só gosta de escrever romance… nada de pentada não…

HG –  Você se imagina escrevendo algo tipo “50 tons”? O que te impede de explorar esse lado mais erótico?

Nicholas –Não. Eu já estou muito feliz fazendo a minha literatura e já acho muito desafiador e difícil passar exatamente os sentimentos e emoções pro leitor. Como escritor eu tento causar o máximo de sentimentos em quem está lendo. E se você vai escrever mistério você tem sua forma de escrever pra manter as pessoas curiosas, no terror eu teria que assustar. Em “50 Tons”, você está escrevendo algo que dá ao leitor o que ele quer… ”ame ou deixe-o”, não tem meio termo. Prefiro continuar a minha linha que posso incluir toques de mistério, romance, drama, comédia…

Bem… depois de conversarmos com o Nicholas, foi a vez de ficarmos frente a frente com o lindo do Scott!

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Qual a necessidade disso??? Chama meu cardiologista que não dou conta…!

O boy contou como foi protagonizar o longa, comentou sobre o assédio dos fãs e, claro sobre o pai famoso… Receeeeeeeeeba:

HG – Como você lida com o fato de estar na indústria,  sendo filho de Clint? 

Scott – Eu cresci nessa indústria e vou continuar consolidando a minha carreira. Se um dia estiver infeliz, eu farei outra coisa.

HG – Esse é seu primeiro papel como protagonista de um filme comercial. Sente alguma pressão?

Scott – Não. Já fui protagonista em filmes indies, menos conhecidos do grande público.

HG – Mas esse filme do Nichollas pode te fazer muito famoso, você está pronto?

Scott – Acho que estou sim e que dê tudo certo…

HG – O seu cachê foi mesmo de 150 milhões? rsss

Scott – Ta falando em dólares? Ihhh… acho que perderam meu cheque nos correios rssss

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O experiente George Tillman é o diretor responsável pelo longa

HG – Como foi a primeira reunião com Nichollas ? Ele disse que você já dominava o papel…

Scott – Não lembro muito quando foi, acredito que foi na pré-produção. Foi excelente, já trabalhei com George, acho que os dois gostaram do que viram.

HG – Você sentiu desde o começo que tinha química com a Britt? 

Scott – Alem dela ser uma fantástica atriz, ela é uma pessoa maravilhosa. Ela é transparente, verdadeira, foi muito bom trabalhar com ela.

HG – E como foi fazer as cenas de amor?

Scott – Acho muito fácil ficar pelado em cena. Tem que praticar pra ficar perfeito!

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Que bom que pra ele é fácil porque pra gente também é moleza!

HG – Você ainda mora em San Diego e tem um restaurante? Você leva uma vida bem discreta, né?

Scott – Ixi, você tá fazendo eu parecer um vagabundo hahaha! Eu posso passar a minha vida viajando e fazendo filmes e depois eu volto pra minha casa em San Diego e vou pescar, surfar e fazer atividades ao ar livre. Fico longe da badalação de Hollywood.

HG – Ok, você não gosta de Hollywood, então o que te fez ser ator e fazer filmes?

Scott – Eu gosto de contar historias, eu cresci com meu pai interpretando historias e afetando a vida das pessoas de forma positiva.

HG – Qual personagem seu que te impactou mais?

Scott – Foi muito interessante ser o Joel Stransky no filme Invicts. Foi uma grande experiência de vida, foi muito significante fazer parte de algo que não foi só um filme, foi uma história que afetou um pais inteiro, uma nação. Reuniu toda a Africa do Sul, o rugby é um esporte muito importante lá.

HG – Esse filme é do seu pai, né? Como foi trabalhar ele?

Scott – Já trabalhei com ele algumas vezes. Ele é mais duro comigo que qualquer outra pessoa.

HG – O Luke é bem diferente do Scott?

Scott – Eu seria o Luke, acho a gente parecido…

HG – Então esse pode ser seu papel mais fácil com exceção de precisar montar, né?

Scott – Hahahaha sim, isso mesmo…

HG – O que você achou de montar touros?

Scott – Eu gosto que não é um esporte em equipe, é você e o touro e tem algo muito poderoso nisso. Tudo se resume àqueles 8 segundos que você precisa estar em cima dele.

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No touro são só 8 segundos, mas na gente pode ficar mais kkkkkk Ai que pornô, né?

HG – Nós acompanhamos as gravações e teve alguns momentos em que você disse não ter feito o movimento certo… Se considera perfeccionista?

Scott –  Não me chamaria de perfeccionista, mas eu trabalhei duro nos últimos 3 meses, então é muito importante que no dia da gravação faça da forma correta.

HG – O que você acha do assédio dos fãs e essa loucura por selfies?

Scott – O motivo de estar aqui é por causa dos fãs, eu abraço a causa… Se você faz algo bem feito, se você tem alguém que prestigia seu trabalho, tem que dar o máximo de atenção. E acho ótimo que os fãs do Nicholas gostem de mim também, eu espero que virem meus fãs e que gostem da minha performance

HG – Você é ativo nas mídias sociais… tem alguém que te ajuda?

Scott – Sim, eu gosto muito e faço tudo sozinho!

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E aí, foi bom pra vocês? Pra gente, foi uma delícia!!! Ahhh e na próxima segunda lançaremos uma promo valendo o livro autografado pelo próprio Nicholas!!! Continuem ligados… :)