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ENTREVISTA: Quem é Jojo Toddynho, a dona do mais novo viral das redes sociais

por Pedro Hosken
há 4 meses

Jojo Toddynho é dessas pessoas que não vieram ao mundo para passarem despercebidas. Expressiva e espontânea, a vi pela primeira vez num vídeo no Instagram em que aparecia balançando os seios fartos tamanho 58, perguntando algumas vezes ‘quer toddynho?” para a câmera. Claro que os tais toddynhos eram a primeira coisa que nos saltavam aos olhos, mas logo era possível notar que havia ali algo a mais.

Jojo tinha um quê de irreverência e sua performance se mostrava muito natural (assim como os peitos, ela garante!), o que é certamente raro hoje em dia. Essas características devem ser as que chamaram a atenção de uma das maiores estrelas do país, Anitta, para a carioca de Bangu. A cantora a convidou para participar da gravação do clipe do fenômeno “Vai Malandra” e Jojo teve a carreira catapultada. Com muito esforço próprio, é claro.

De lá pra cá, a menina de apenas 20 anos, gravou uma participação na novela das 9, “A Força do Querer”, de Glória Perez; posou para a conceituada revista “Vogue Brasil” e lançou duas canções, a mais recente, um hit absoluto. Com “Que Tiro Foi Esse”, Jojo caiu no gosto popular mais uma vez e também fez muita gente cair por aí. É que virou uma febre nas redes sociais, os vídeos com pessoas caindo nos mais diversos lugares ao som da música, mais propriamente da parte em que se escuta o barulho de um tiro. A gente morre de rir e ela também!

Jojo Todynho

Maravilhosa!

Nesta entrevista com o hugogloss.com, Jojo fala sobre sua trajetória e sobre o sucesso que a nova aposta vem fazendo; revela que já pensou em reduzir os seios; explica a origem do apelido e conta como foi trabalhar com Anitta. Confira:

HG – De onde surgiu Jojo Toddynho? Onde você nasceu, onde foi criada? E como foi sua infância?

Jojo – Nasci e fui criada em Bangu, hoje moro na Lapa. Foi uma infância muito boa. Tive uma ótima educação, uma boa orientação. Eu costumo dizer que se eu errei foi mal-caratismo meu. Nunca vou poder dizer que eu não fui educada, que eu não tive oportunidade, que eu não tive amor. Tudo isso eu tive de sobra.

HG – E desde pequena lá em Bangu você queria ser artista?

Jojo – Eu tinha vontade de cantar na televisão. Sempre fui muito empoderada, sempre gostei de participar das coisas da escola, de dançar, de ensaiar junto com a professora, de cantar na igreja. E minha família também sempre me botou pra cima. Eles diziam: “Você pode sim; você consegue. Você é bonita. Vai lá e faz”.

HG – De lá pra cá, antes de se tornar esse fenômeno, o que você fazia? Como você comprava seu Toddynho de cada dia?

Jojo – Já fui camelô. Já trabalhei no shopping num playground de crianças; já vendi picolé; já trabalhei como telefonista; já trabalhei como cuidadora de idosos; já trabalhei, fazendo faxina. Sempre quis ser dona de mim. Quando comecei a trabalhar, eu amadureci e passei a dar mais valor para as coisas. Hoje eu vejo a vida de uma outra forma e sigo com meus pés no chão. Esses dias, uma menina postou assim ‘deixa ela viver os 15 minutos de fama dela’. Eu comentei embaixo, eu até posso viver meus 15 minutos de fama, mas se eu souber cultivar eles podem durar uma vida toda”.

Jojo em cena do vídeo de  seu novo funk "Que Tiro Foi Esse"

Jojo em cena do vídeo de seu novo funk “Que Tiro Foi Esse”

HG – Lembro que você começou a fazer sucesso com vídeos no Facebook, de onde veio a ideia?

Jojo – Eu comecei a fazer vídeo no Facebook por conta de uma mulher que veio fazer graça comigo e aí mostrei pra ela quem era a Jojo. Que aqui o buraco é mais embaixo, meu amor. As pessoas acham que podem falar o que querem e que vai ficar por isso mesmo. Dormi com 10 seguidores e acordei com 100 mil seguidores e 8 milhões de visualizações.

HG – E essa recente empreitada no funk também foi ideia sua?

Jojo – O intuito era só continuar fazendo meus vídeos mesmo, mas aí o (DJ) Batata veio e falou pra mim: ‘E aí Jojô, quer cantar?’. Eu disse que queria. Ele foi e perguntou: ‘Tá preparada?!’ e eu respondi que tava. E aí veio o “Sentada Diferente” e agora “O que Tiro foi esse”. E eu tô em choque. Em uma semana e meia já tínhamos 5 milhões de visualizações no Youtube. 1º lugar no TOP Viral do Brasil no Spotify; TOP 10 do Viral no mundo! Tô recebendo vídeos do mundo inteiro! Não imaginava mesmo! Há um ano eu tava lá vendo no Instagram, um vídeo do David Brazil na casa da Anitta com ela dançando de biquíni preto e agora eu fui até na casa dela pra tomar banho de piscina.

HG – Por falar em Anitta, muita gente – que assim como você participou do clipe de “Vai Malandra” – declarou que a vida tinha mudado após esse vídeo. Com você também rolou isso?! Qual o impacto de ter trabalhado com a cantora?

HG – Eu ganhei mais visibilidade. Tô fazendo mais shows. A Anitta abriu muitas portas. Ela pra mim tá sendo uma benção. Eu já era muito fã e agora sou mais ainda. Eu tô em choque com tudo o que tá acontecendo, com a forma que eu fui abraçada, com o carinho do público. É surreal. Foi maravilhoso trabalhar com ela e com a produção dela.

HG – Esse clipe foi muito comentado e visualizado… tem alguma coisa que rolou nas gravações que quase ninguém sabe?!

Jojo – Teve gente dizendo as celulites dela eram fake. Era a Anitta mesmo, aquela era a bunda dela! O povo fica tão obcecado com essa história de padrão e de que mulher não pode ter um furinho que acha isso. O clipe foi verdadeiro nisso.

Jojo e Anitta nos bastidores da gravação do comentado clipe.

Jojo e Anitta nos bastidores da gravação do comentado clipe em agosto do ano passado.

HG – Seus toddynhos te atrapalham na hora de fazer alguma coisa ou só ajuda mesmo? Não dá dor nas costas?

Jojo – O meu peito não me incomoda em nada. Não sinto dor na coluna. Eu digo que é benção divina. Pra mim meu peito é normal como o de qualquer outra pessoa. O que me deixa revoltada é a hipocrisia das pessoas. Vocês não colocam silicone pra ficar com o peito grande?! Porque então que eu não posso ficar com um peito puro e natural?! As pessoas falam ‘ah nossa deve ser frustrante ter um peito grande assim’. Meu amor, frustrante é quem coloca silicone pra ter um peito igual o meu!

HG – E de onde surgiu o apelido de Toddynho?!

Jojo – A Cacau (Protásio) falou no papel de Terezinha (da série “Vai que Cola” do Multishow) que peito de mulher faz Toddy. E eu peguei dela. Ficava falando ‘quer toddynho; quer toddynho, quer toddynho?’… e aí pegou Jojo Toddynho. Eu sou muito fã do trabalho dela e quero conhecê-la pessoalmente.

HG – Mas o toddynho é pequeno… era melhor Jojo Coca de três litros, não?!

Jojo – (Risada maravilhosa!) Eu acho tão pequeninho, tô até juntando dinheiro pra botar um silicone.

HG – Você já pensou em aumentar?

Jojo – Não, nunca pensei. Tá muito bom assim.

HG – E em diminuir?

Jojo – Já pensei em diminuir sim, quando eu era mais novinha. Os meninos quando vinham falar comigo, já diziam ‘seu peito é lindo’. Vem cá: eu sou um objeto sexual?! Eu já logo lançava essa pra cortar. O que eu sempre quis demonstrar pra todo mundo é que não é porque eu tenho um peitão e um bundão, que tem que botar a mão no meu peito e passar a mão na minha bunda. E que eu não sou um objeto sexual porque tenho um peito grande.

HG – A gente tá falando bastante de assédio sexual, tanto aqui no Brasil como lá fora. Você já enfrentou esse tipo de situação?

Jojo – Teve uma vez no ônibus. Eu levantei do meu lugar pra um senhor sentar e fiquei segurando naquele ferro. Nisso, ele passou o dedo na palma da minha mão, dando a entender que queria fazer besteira comigo, sabe?! Aí fui lá e meti a mão na cara dele. Não aceito falta de respeito. O pessoal do ônibus também botou ele pra ralar de lá.

HG – De anônima você se tornou uma figura conhecida, sendo fotografada até pela Vogue Brasil. Nesse meio-tempo você deve ter conhecido alguns famosos. Quem mais te surpreendeu?

Jojo – Ainda não conheci pessoalmente, mas já teve alguns que curtiram as minhas coisas, como o Bruno Gagliasso e o Neymar. Quem também eu sou louca pra conhecer é a Narcisa. Sou apaixonada por ela! Ai que loucura! Ai que badalo! Amo!

PLENAAAAA! Jojo em clique para a Vogue em outubro de 2017. (Foto: Rafael Pavarotti)

PLENAAAAA! Jojo em clique para a Vogue em outubro de 2017. (Foto: Rafael Pavarotti)

HG – Qual artista que você acha que é o dono do tiro de maior calibre no Brasil?

Jojo – Léo Santana, né, amor! Aquele homem ali foi desenhado. Quando ele passar por mim no Carnaval acho que vou desmaiar.

HG – Por falar em Carnaval, eu fiquei sabendo que a senhora será destaque na Beija-Flor esse ano! Que poder é esse, mulher?! Qual fantasia que você vai usar?! O Toddynho vem à mostra, né?! Como vai ser isso?

Jojo – Eu tô sem palavras. Porque há um ano, eu tava no carnaval no setor 1 e agora virei de destaque na Beija-Flor. Aliás, esse carnaval é meu. Os próximos anos vão ser meus se Deus quiser. Tô indo pra prova de fantasia daqui a pouquinho. Não sei ainda, ainda não foi definido. Vai ter Pabllo Vittar e Jonathan Azevedo na escola. Também estarei no Bloco das Poderosas e vou pra Salvador pro bloco da Claudia Leitte e pro bloco do Léo Santana. Vai ser loucura, loucura, loucura!

HG – Eu já te perguntei de onde veio o Toddynho e agora eu queria saber de onde vem o outro sobrenome artístico seu, o Maronttinni! (A artista se apresenta no Facebook e nas plataformas digitais como Jojo Marontinni) 

Jojo – Olha eu nem sei da onde veio o Maronttinni. Quando eu criei o Facebook eu achava que meu nome era muito formal. E que tinha que ser um nome que tivesse ênfase. Porque minhas colegas tinham tudo nome assim Beatriz Fontelle, Gustavo França, Thiago Tibúrcio. Então eu queria botar um nome diferente que nem os deles. Aí veio o Maronttinni e eu não sei nem da onde tirei isso.

HG – Como você lida com as críticas que recebe nas redes sociais?! Tem alguma que chega a te magoar?

Jojo – Eu não ligo! Tem críticas que são construtivas e a gente até para pra ler, mas tem outras que a gente tem que passar por cima. São pessoas que acham que você não tem direito de brilhar, que acha que você não tem o direito de ter um camarão dentro de casa, que acha que você não tem o direito de sorrir. E eu prefiro fazer a cega. Não vale a pena perder o tempo. O mundo dá muitas voltas.

HG – Você é super bem resolvida e peita, literalmente, as pessoas e situações. Mas nem todo mundo tem essa força… Qual o conselho que você dá pra quem fica pra baixo por estar fora do padrão de beleza em voga?

Jojo – Meu padrão sou eu. Eu sempre enalteço a mulher e a diversidade. Nós não temos que ser o que as pessoas impõem. Nós temos que ser o que a gente quer ser. Ninguém é obrigado a amar alguém não, mas tem que respeitar sim. Cada um tem o direito de fazer a sua escolha. Então meu conselho é que elas sejam o que querem ser. Autoestima é tudo. Se amem, se cuidem, se valorizem, se respeitem. Porque se a gente não fizer isso por nós ninguém vai fazer.

HG – A gente ama “Que tiro foi esse”! Estamos adorando os vídeos do povo caindo nos shoppings, em casa, no supermercado, e em tudo enquanto é lugar. Porque você acha que a música tá fazendo esse sucesso estrondoso?

Jojo – Tem cada vídeo que eu passo mal! Pois é… eu estou em choque, estou sem palavras. Nunca pensei! Acho que é porque é uma expressão que a gente sempre fala… que tiro foi esse, viado?! Eu achei que pegou muito rápido. Eu queria agradecer a todo mundo que tá ouvindo. Eu não estaria onde estou se não fosse por eles. Sou muito grata aos meus toddynhos e minhas toddynhas por tudo. Meus fãs são tudo pra mim. Eu não conheço cada um pessoalmente, mas sempre quando oro peço a Deus que toque o coração deles. Sou grata até a quem escutou e não gostou…

Confira alguns dos melhores vídeos que viralizaram na rede ao som da faixa… tem até famoso no meio!

Aí você tá na fisioterapia e de repente que tiro foi esse

Uma publicação compartilhada por Everson Silva (@tirullipa) em