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Priyanka Chopra revela que perdeu papel em filme por não ser branca

por Pedro Hosken
há 15 dias

Primeira estrela do sul asiático a protagonizar uma produção do horário nobre da TV norte-americana, Priyanka Chopra não está imune ao preconceito racial de Hollywood. Em entrevista concedida à revista “InStyle“, a atriz de “Quântico” revelou ter perdido um papel em um longa por conta da cor de sua pele. “Aconteceu no ano passado. Eu fiquei de fora de um filme, e alguém [do estúdio] ligou para um de meus agentes e disse: ‘Ela não está adequada fisicamente‘.  Então, em minha defesa como atriz, pensei: ‘Será que preciso ficar mais magra? Preciso entrar em forma? Eu preciso ter um abdômen definido? Tipo, o que significa ‘não adequada fisicamente’?”, relembrou.

A atriz não havia se tocado que a reprovação passava pela questão racial até que seu próprio empresário comentou: “Priy, eu acho eles estão dizendo que eles queriam alguém que não fosse marrom“. Aquilo foi um choque pra ela, obviamente. “Me afetou! Mexeu comigo… Ninguém vai dizer que uma mulher está sendo paga menos porque ela não é branca, mas os números acabam refletindo isso“, desabafou, lembrando na sequência que existe ainda a diferença salarial entre os gêneros. “Não há papéis importantes e fortes para as mulheres. Isso dificulta a negociação. As mulheres são ensinadas a não contestarem para conseguirem o emprego. É esse condicionamento que precisamos quebrar“, apontou.

Priyanka é Alex Parrish em “Quantico”, série que volta ao nos EUA no fim deste mês

Eu vejo muitas pessoas explicando porque essa lacuna salarial existe. Os produtores me disseram: ‘Bem, quando você tem até mesmo uma das maiores atrizes em um filme, ainda não consegue o retorno que seria se você colocasse um cara’. ”Os estúdios, por sua vez, distribuem orçamentos menores para as mulheres e estamos de volta à estaca zero“, explicou Chopra, sobre o que seria um círculo vicioso. Contundente, a atriz afirmou que parte da responsabilidade pelo problema recai sobre os espectadores.

Eu quero ver o dia em que os filmes liderados por mulheres gerarão tanto quanto os longas protagonizados por homens, o que significa que a audiência de compra de ingressos precisa estar aberta a isso. As pessoas não assistem às mulheres nos filmes porque não acreditam que elas podem ser heróis. O mundo tem que mudar a maneira como eles olham para seus heróis. E nada vai mudar até rompermos com os estereótipos de gênero em nossa vida normal e cotidiana. Vai levar anos, mas estamos fazendo isso. Nossas vozes estão mais altas.  E eu espero que, através da luta, isso mude para a próxima geração. Espero que eu faça parte dessa revolução“, finalizou.