Música

Entrevista: Arthur Aguiar fala sobre seu álbum de estreia, turnê e planos para a carreira

Raphael Amador - Publicado em 09/09/2016 às 20:34
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O maravilhoso Arthur Aguiar mostrou toda sua versatilidade artística com o lançamento de seu álbum de estreia “O Que Te Faz Bem”, que chegou às lojas (físicas e digitais) no mês passado. Arthur deu uma pausa na carreira de ator e se jogou com tudo na música, num projeto composto só de músicas autorais.

Aproveitando o buzz em torno do lançamento, o hugogloss.com bateu um papo com o magya, que falou sobre o processo criativo do disco. Segundo o cantor, as músicas do CD foram escolhidas e organizadas para contar a história de um rapaz que se apaixona e tenta conquistar uma garota insegura com seus relacionamentos.

Capa do CD "O Que Te Faz Bem".

Capa do CD “O Que Te Faz Bem”.

Na conversa, falamos também sobre o clipe de “A Flor”, que já tem quase dois milhões de views no YouTube, sobre a turnê de divulgação do disco e sobre os próximos passos de sua carreira.

Ah, e como sabemos que esse lindo tem uma legião de fãs e é um sucesso nas redes sociais, selecionamos algumas perguntas dos próprios fãs, que foram respondidas pelo Arthur. Confira aí a entrevista:

HG: Oi Arthur, como vai?

Arthur Aguiar: E aee, Gloss!! Tudo ótimo graças a Deus e você? Antes de mais nada quero agradecer você por abrir esse espaço pra mim. Muito obrigado!

HG: Como está a expectativa com o lançamento de seu primeiro álbum?

AA: Estou muito feliz com tudo que está acontecendo. Graças a Deus o lançamento do nosso primeiro single “A flor” foi um sucesso. Atingimos números que realmente não esperávamos. Então, eu acho que isso acabou aumentando a expectativa pro lançamento do álbum. Espero conseguir fazer com o que meu som chegue ao maior número de pessoas possíveis.

HG: É um trabalho bem autoral, né? Como foi o processo criativo?

AA: Sim! É um disco 100% autoral… O processo durou mais de 1 ano desde a pré-produção das canções até a finalização das mesmas. A gente selecionou umas 25 músicas que eu já tinha e pré-produzimos elas. O problema foi que ao longo desse processo eu acabei compondo outras e algumas, dessas novas, acabaram entrando no disco… Aí depois disso, ouvimos todas e chegamos no número de dez músicas pra podermos produzir e colocar no disco. Foi um processo bem interessante e quase que artesanal mesmo. Fizemos com calma, pois não queríamos errar. Hoje ouço o disco e tenho certeza que era exatamente o que eu queria ter feito.

É um fofo, né, gente? (Foto: Divulgação)

É um fofo, né, gente? (Foto: Divulgação)

HG: Quais são suas inspirações na hora de escrever?

AA: Eu não tenho muito uma regra. Às vezes são coisas que eu vivi, outras são coisas que eu vi acontecer ou me contaram. Tem vezes que eu invento tudo. E tem vezes que eu misturo coisas que aconteceram com coisas que eu crio ali na hora. Varia muito.

HG: E suas inspirações musicais?

AA: Tenho algumas referências musicais… Djavan, Cazuza, Lulu Santos, Caetano, Marisa Monte, o próprio Alexandre Carlo. Tem vários artistas que eu admiro bastante.

HG: Qual foi seu principal objetivo com esse álbum?

AA: Eu quis contar uma história. Então, tem todo um porquê de a ordem das músicas serem essa. A história, basicamente, é de um cara que conhece uma menina e se apaixona por ela. Ele só quer amá-la e ela tem medo de se entregar mais uma vez a uma outra pessoa e se machucar. Então ele passa o disco todo tentando conquista-la e ela não sabendo se se entrega ou não. E aí, o final da história só ouvindo pra saber… Haha.

HG: O clipe de “A Flor” ficou lindo. De onde surgiu a ideia pro clipe?

AA: Ah, que bom que você gostou!! A gente ficou bem feliz com o resultado também. Queria aproveitar pra agradecer a Thaila Ayala mais uma vez por ter topado participar. Ela foi incrível e tá linda no clipe! Quanto à ideia do clipe, eu já meio que sabia como eu gostaria de contar essa história. Escolhi São Paulo porque queria dar uma cara mais urbana pro clipe. E como a música toda foi feita na metáfora onde a flor é o amor, e no clipe a gente mostra o nascimento de um amor num momento quase que impossível de acontecer, eu quis passar meio que a ideia de uma flor nascendo em meio ao concreto. Que é difícil, mas não é impossível! Tem flor que nasce.

HG: Você já sabe qual será o novo single?

AA: Ainda não batemos o martelo, mas vamos começar a trabalhar bastante “A Flor” nas rádios de todo o Brasil agora a partir de setembro.

HG: Pretende fazer mais clipes do CD? De quais músicas?

AA: Com certeza! Tem que ter!! A galera curte assistir… Vai depender de qual vai ser a segunda, a terceira música e por aí em diante, mas temos isso em mente sim.

HG: Como foi a experiência de trabalhar com Alexandre Carlo? Como surgiu essa parceria?

AA: Foi excelente! Eu já admirava ele como artista, quando passei a conhecer como pessoa admirei mais ainda. É um cara incrível, com uma sensibilidade musical diferenciada. A nossa parceria surgiu de uma forma bem legal e natural. O Julio Araujo, que é o nosso empresário, acabou mostrando pro Alexandre umas músicas minhas que eu tinha gravado voz e violão no celular. Ele ouviu, se amarrou e disse que tava afim de produzir o disco. Lógico que eu fiquei sem acreditar, né? Imagina o seu primeiro disco solo ser produzido por um cara que você já admira? Fiquei muito feliz! Só tenho a agradecer mesmo.

HG: Você tem uma legião de fãs pelo Brasil. Qual o segredo desse sucesso?

AA: Graças a Deus! Fico extremamente feliz de saber que tem pessoas que gostam de mim e do meu trabalho por todo o Brasil. Cada lugar que eu vou eu recebo esse carinho deles. Eles são realmente incríveis! Não acredito que exista um segredo não. Acho que eles veem o quanto me dedico, estudo, batalho e tô sempre querendo evoluir como pessoa e profissional. Sempre quero surpreender eles de uma forma positiva. Acredito que isso faça com que se identifiquem comigo e me acompanhem.

HG: Em tempos de internet, algumas pessoas falam o que querem e destilam ódio gratuito. Como você lida com as críticas e com os haters?

AA: Confesso que é uma coisa que ainda estou aprendendo a lidar. Acho que a crítica construtiva é sempre muito bem-vinda, mas a destrutiva não. Eu quero e sei que preciso melhorar como artista e como ser humano, mas isso só o tempo de vida e de estudo vai me permitir. Acho que quem faz isso deveria jogar menos as pessoas pra baixo e incentivar cada vez mais umas às outras.

HG: Você pretende sair em turnê? Se sim, já tem data e local?

AA: Sim, pretendo!! Temos algumas datas já. Dia 01 de outubro tem um show meu e depois do Nando Reis na Rio sampa. Dia 07 de outubro, faço um show em Salvador. Dia 21 de outubro, faço um show no festival Gênesis (Arthur Aguiar, Pericles e Wesley safadão), em Caxias.

HG: Está satisfeito com o resultado do CD?

AA: Muito! Ficou exatamente como eu queria. O Alexandre Carlo arrebentou.

HG: Quais são os planos para o futuro? Alguma proposta de novela/filme ou vai focar na música?

AA: Vou rodar um filme agora em novembro, mas pretendo focar mais na música. Se aparecer algum convite pra TV muito legal, a gente para e pensa. Mas a ideia é focar mesmo na música.

HG: E afinal, o que te faz bem? Haha

AA: Com certeza o que me faz bem é poder viver da minha arte. Poder cantar e atuar que são as duas coisas que mais amo fazer. Isso me faz um cara muito feliz. Sem contar a oportunidade de ter pessoas que gostam de mim e do meu trabalho… Isso é uma dádiva também. Agradeço sempre!

HG: Antes da gente entrar nas perguntas de fãs, queria saber qual foi a maior loucura que um fã fez por você.

AA: Então, apesar de não ter achado nem um pouco legal e não apoiar, teve uma menina que saiu de Belo Horizonte escondida da mãe. Ela pegou o cartão de crédito, pegou um ônibus e foi parar lá na porta do Projac sem nunca ter vindo pro Rio de Janeiro na vida só pra me ver. Ps: Por favor, não façam isso!!

DEUSO! Selo CALL ME NOW de qualidade! (Foto: Divulgação).

DEUSO! Selo CALL ME NOW de qualidade! (Foto: Divulgação).

Perguntas de fãs:

Tassiana Pacifico: Quando e como você se descobriu como cantor? Teve que passar por muitos testes pra conseguir o primeiro papel como ator?

AA: Acho que durante o “Rebelde”, nas turnês que a gente fez, foi onde despertou mais essa vontade de seguir a carreira de cantor. Eu já tocava violão, escrevia minhas músicas, mas ainda não tinha totalmente certeza. Depois disso eu tive. Eu posso dizer que dei sorte nesse sentido dos testes… Eu comecei no teatro, fiz bastante teatro até ter a minha primeira oportunidade de participação na TV. Eu fiz meu cadastro na TV Globo e logo em seguida já me chamaram pra uma participação. Aí fui fazendo uma atrás da outra, até aparecer um teste pra “Rebelde”, na Record, onde acabei passando. De lá pra cá, graças a Deus, eu não parei mais.

Lavynia Emannuele: Qual o motivo de não ter colocado “Difícil Disfarçar” no CD? Pretende cantá-la nos shows?

AA: Como a minha ideia era contar uma história dentro do disco, essa música não se encaixava no que eu gostaria de contar. Foi por isso. Não, não vou cantar nos shows porque nele vou cantar as músicas do disco e mais algumas releituras de artistas que eu gosto.

Ágatha Brito: Qual foi a música que mais gostou de compor e a que mais tem marca na sua vida?

AA: Essa é uma pergunta muito difícil de ser respondida. Imagina você que, você tem vários filhos e precisa escolher um único preferido… Não tem como!! Eu gosto de todas e cada uma marcou a minha vida de um jeito diferente.

Além de atuar, cantar e compor, é autor de livro. Como não amar?

Além de atuar, cantar e compor, é autor de livro. Como não amar? (Foto: Instagram)

Natália Thayanne: Você acabou de escreveu um livro juntos com outros escritores, como foi essa experiência? De certo modo, o fato de você compor músicas te ajudou nisso?

AA: Eu simplesmente amei escrever esse livro, mas foi uma missão bem complicada no início. Eu nunca me forcei a compor as minhas músicas. Eu sempre deixei a inspiração vir quando ela quisesse vir. E no livro eu não podia conduzir dessa forma porque exista um prazo pra entregarmos os textos. Então, o mais difícil foi eu ter que sentar e escrever um conto por dia pra dar tempo de entregar dentro do prazo determinado. Os primeiros contos que escrevi foram mais difíceis de sair, os outros já foram mais de boa.

Louise Costa Camara: A fama é algo que te assusta?

AA: Nunca foquei muito nisso. Sempre encarei a fama como uma consequência de algo de qualidade que eu viesse a fazer dentro da minha profissão. Em momento algum ela foi a causa de alguma coisa. Espero conseguir lidar cada vez melhor com tudo que ela envolve.