Polícia revela detalhes sobre sangue encontrado em carro de empresário morto no Autódromo de Interlagos

Adalberto morreu no dia 30 de maio, após participar de um evento sobre motociclismo

A Polícia Civil revelou nesta quarta-feira (2) mais detalhes sobre o sangue encontrado no carro do empresário Adalberto Amarildo Júnior, morto no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. De acordo com a investigação, o material genético não pertence à esposa dele, a farmacêutica Fernanda Dandalo, mas a uma mulher ainda desconhecida. A informação foi confirmada ao UOL pelo delegado Rogério Thomaz, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).

A investigação, no entanto, não sabe quem é a mulher ou o que ela fazia no veículo do empresário. Também não existem indícios de que ele estava acompanhado por uma mulher no evento automotivo em que foi visto pela última vez, no dia 30 de maio. A polícia ainda apontou que não existem provas de que Adalberto estava tendo um caso extraconjugal, já que nada de suspeito foi encontrado nas mensagens do celular dele.

O amigo de Adalberto, Rafael Alistre, foi a última pessoa a vê-lo vivo. Em depoimento, ele contou que viu o empresário pela última vez por volta das 21h do dia 30. Depois disso, a polícia não sabe o que a vítima fez até ser encontrada morta. O laudo do IML indicou a presença de sêmen na região íntima do empresário. Porém, os agentes afirmaram que isso não é indicativo de que ele tenha mantido relação sexual antes de morrer.

As manchas de sangue encontradas no carro de empresário. (Foto: Reprodução/ Instagram)

Para os investigadores, como a provável causa da morte foi asfixia, é comum a liberação de secreções como o sêmen, por exemplo. A área do Autódromo em que ele foi achado morto não tem câmeras de vigilância, então todas as possibilidades estão sendo consideradas. Uma das linhas de investigação é que o empresário tenha sido assassinado por seguranças do local. Entretanto, a motivação para o crime é desconhecida.

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Entre os 180 seguranças que atuaram no evento, 100 já foram descartados como suspeitos. A polícia analisou dados dos celulares desses profissionais e confirmou que eles não estavam no local do crime na hora da morte. Parte desse grupo também prestou depoimento.

“Morte sofrida, lenta”, diz delegado

Um laudo da Polícia Técnico-Científica confirmou que Adalberto foi morto por asfixia, de forma violenta. “Foi uma morte sofrida mesmo, lenta”, afirmou o delegado Osvaldo Nico Gonçalves, secretário-executivo da Segurança Pública (SSP).

A diretora do DHPP, delegada Ivalda Aleixo, acrescentou que peritos que atuaram no caso explicaram que foi “uma morte agonizante, lenta, que ele podia estar desmaiado, tentando respirar, mas ele acabou falecendo”. Adalberto desapareceu no dia 30 de maio, após participar de um evento sobre motociclismo

A investigação trabalha com duas possibilidades sobre a asfixia: se ela foi causada por esganadura, quando há pressão direta no pescoço, ou por compressão torácica, como se alguém tivesse pressionado o tórax da vítima com o joelho. Isso porque foram encontradas escoriações no pescoço de Adalberto, que podem indicar esganadura.

Corpo foi encontrado em buraco no autódromo (Foto: Reprodução/TV Globo)

Relembre o caso

Adalberto desapareceu no dia 30 de maio, após participar de um evento sobre motociclismo no autódromo. Seu corpo foi localizado em 3 de junho, por um funcionário da obra, dentro de um buraco com cerca de 3 metros de profundidade e 70 centímetros de diâmetro.

O buraco onde o corpo foi localizado fica em uma região próxima ao portão 9 do autódromo, entre a pista e o kartódromo. Um funcionário da obra teria visto o corpo, que usava um capacete de motociclista — o mesmo que Adalberto havia levado ao evento. A vítima estava sem calça e sem tênis, mas não havia sinais evidentes de agressão, conforme avaliação inicial da polícia.

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Desde o fim da tarde do dia 30 de maio, Adalberto não mantinha contato com a família. A última mensagem trocada com a esposa, Fernanda Dândalo, farmacêutica de 34 anos, foi registrada às 19h40. Preocupada com a demora, ela acionou um amigo do marido, Rafael, também presente no festival. Ele contou que Adalberto se despediu afirmando que daria a volta no autódromo para buscar o carro que havia deixado no estacionamento do kartódromo. Saiba detalhes clicando aqui.

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