A Justiça paraibana acatou o pedido da promotora de Justiça de Bayeux de suspender todos os perfis em redes sociais de Hytalo Santos. A decisão é liminar, e a defesa do youtuber ainda pode recorrer. A atualização do caso foi divulgada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), nesta terça-feira (12).
Foi solicitado, ainda, que a monetização das contas de Hytalo seja interrompida, além do afastamento imediato dos adolescentes que convivem com ele. A partir de agora, o influenciador também está proibido de manter qualquer tipo de contato com os menores de idade.
“Em Bayeux, nós instauramos esse procedimento a partir de reclamações de moradores do condomínio onde vivia o influenciador, sobre conduta irregular dele com crianças e adolescentes, na produção de seus conteúdos, se estendendo até tarde e com barulho. Muitas dessas filmagens envolvendo bebidas alcoólicas, além de cenas que tinham uma conotação sensual“, explicou a promotora, Ana Maria França.
“Começamos a coletar provas, dados, documentos, porque o Ministério Público só age dentro dos ditames legais. Agora, a primeira fase do procedimento está concluída, com essa ação civil pública. E tivemos a colaboração também de entidades parceiras na investigação para que tivéssemos êxito na recomendação”, declarou, por fim.

Conforme o MP, a ação também recomenda que os perfis permaneçam suspensos até a conclusão da Ação Civil Pública contra Hytalo. Ele é investigado por submissão de adolescentes a adultização, exposição com conotação sexual para obter lucro; A ordem pode ser revogada caso as condutas irregulares sejam encerradas e os direitos de crianças e adolescentes envolvidos sejam protegidos.
“O não cumprimento da recomendação pode acarretar medidas legais contra os responsáveis, incluindo ajuizamento de Ação Civil Pública para implementação de medida e, se for o caso, ações de natureza criminal”, informou o MP.
O nome de Hytalo Santos tem circulado na mídia desde a semana passada, após Felca denunciar os conteúdos produzidos pelo youtuber. Ele fez um alerta sobre adultização, acusou Santos de sexualizar crianças e adolescentes, e produzir conteúdos para serem consumidos por homens pedófilos.
Diante da repercussão, a Meta derrubou os perfis do Instagram de Hytalo e Kamylinha, uma adolescente de 17 anos que participava dos vídeos e se apresentava como “filha adotiva” do acusado. Em um posicionamento feito na semana passada, segundo o jornal O Globo, Hytalo afirmou já ser alvo de uma denúncia do MPPB desde 2024, por conta dos mesmos crimes.
