Tati Machado chora e faz relato impactante sobre perda do filho em retorno ao ‘Saia Justa’: “Faria tudo de novo”; assista

Apresentadora retornou ao programa nesta quarta-feira (10), após 4 meses afastada

Tati Machado voltou ao "Saia Justa" nesta quarta (10), após quatro meses, e emocionou com relato sobre a perda do filho Rael na gestação. A apresentadora falou sobre amor, dor e superação.

Tati Machado retornou ao “Saia Justa”, nesta quarta-feira (10), e fez um forte relato sobre a perda do filho Rael, que faleceu na 33ª semana de gestação. Após quatro meses afastada do programa, a apresentadora falou sobre a sensação de não vivenciar os momentos que esperou durante a gravidez e chorou ao afirmar que passaria por tudo novamente.

A jornalista explicou como o retorno ao trabalho foi essencial para enfrentar o luto. “Estar de volta é uma forma de ocupar um pouco a minha cabeça, porque chega um momento em que ela fica vazia. Eu tenho uma marca para o resto da minha vida, eu vou caminhar com essa marca e ela está cravada no meu coração. E eu fico pensando que, de alguma maneira, vivi o melhor momento da minha vida“, declarou.

Tati revelou que mesmo diante da dolorosa perda, não mudaria o que aconteceu. Ela contou que, em certo momento do processo de luto, chegou a desejar nunca ter engravidado. No entanto, percebeu todo o amor que sentiu durante a gravidez.

Eu sinto que estou atravessando esse rio, com muita consciência de que o primeiro ano é o mais difícil, porque é o ano que tem datas. São as primeiras coisas. É o primeiro ano, é o primeiro Dia dos Pais que nós passamos, eu e o Bruno [Monteiro], são os primeiros ‘mêsversários’, quanto tempo teria… É muito forte. Então, sinto que estou atravessando, a ponto de dizer que, no começo, eu cheguei a botar para fora que eu gostaria que aquilo nunca tivesse acontecido“, salientou.

Tati Machado afirmou que passaria por tudo outra vez. (Foto: Reprodução/GNT)

Na sequência, a apresentadora contou por que passaria por tudo outra vez. “Não num lugar de querer que fosse um pesadelo e eu acordasse, claro que isso eu também queria, mas eu queria nunca ter ficado grávida. Eu falava para o Bruno que eu preferia não ter ficado grávida para passar por isso tudo“, ressaltou.

Hoje, no meu depois, eu digo com a maior tranquilidade que se eu soubesse, se me avisassem: ‘olha, Tati, quando você chegar em 34 semanas, você vai sentir que seu bebê parou de mexer, você vai parar no hospital por causa disso e sua vida vai virar de cabeça para baixo’, eu faria tudo de novo. Tudo de novo“, afirmou.

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Emocionada, ela falou do amor que sentiu durante a gravidez. “Mesmo que terminasse da mesma forma, porque é muito amor. Em dado momento da nossa vida, faltou tudo: chão, ar, faltou vontade de viver, de acordar, de tudo. Mas nunca, nesses nove meses, faltou amor. Se não faltou amor, eu toparia viver tudo de novo“, observou.

Assista:

Tati também relatou que viveu um momento de escuridão enquanto processava a morte de Rael. “Eu cheguei a achar que as coisas perderam cor. Depois que passou um tempo, eu falei para a minha psicóloga: ‘eu tô enxergando melhor’, ela até não entendeu o que eu estava querendo dizer, e eu falei: ‘de verdade, agora o azul é azul’, eu senti que virou tudo uma penumbra mesmo“, disse.

Esse meu antes e depois é nesse lugar de aterrissar, de botar para fora. Eu tenho uma racionalidade das coisas. Eu não petrifico em momentos da vida. Eu ajo e depois sofro, mas consigo tomar decisão, coisas importantes assim. Voltar agora foi no tempo que eu tinha que voltar, porque talvez eu ainda não estivesse com os dois pés no chão“, finalizou.

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