Nesta terça-feira (25), o capitão da Polícia de Los Angeles (LAPD), Scot Williams, divulgou novos detalhes sobre o caso de Celeste Rivas. Em entrevista à People, o oficial desmentiu rumores sobre o estado dos restos mortais da adolescente, encontrados no porta-malas do carro do cantor D4vd em setembro.
Na ocasião, funcionários de um pátio de reboque em Hollywood acionaram a polícia após encontrarem um corpo dentro de um veículo apreendido que pertence a David Anthony Burke, nome de batismo do artista D4vd. Nas redes sociais, circularam boatos de que os restos mortais, encontrados em uma sacola no porta-malas do Tesla, estariam parcialmente congelados — além de outras teorias que ganharam força online.
Williams, que comanda a Divisão de Roubos e Homicídios da LAPD, negou veementemente as informações. “O corpo de Celeste não estava congelado. Ela não foi decapitada. Essa história de ‘corpo congelado’ nem faz sentido. O corpo dela ficou no carro por semanas”, afirmou.

Ele reforçou: “Mesmo que ela tivesse sido congelada quando colocada no carro (e não há NENHUMA evidência de que isso tenha acontecido), após cinco semanas ou mais no porta-malas de um carro sob calor intenso, no auge do verão, não haveria possibilidade de o corpo ainda estar parcialmente congelado quando foi encontrado em 8 de setembro”.
Segundo o Los Angeles Times, Rivas foi dada como desaparecida de sua casa em Lake Elsinore, na Califórnia, em 5 de abril de 2024. Nos meses seguintes, ela foi vista algumas vezes na companhia de D4vd, tanto online quanto pessoalmente, antes de desaparecer completamente.
O corpo da jovem foi localizado em Hollywood Hills no dia 8 de setembro, um dia após seu 15º aniversário, enquanto o rapper estava em turnê. Após meses de investigação, o artista foi oficialmente apontado como suspeito na morte da adolescente na semana passada, segundo fontes policiais ouvidas pela People.
Apesar de relatos da imprensa internacional de que D4vd estaria cooperando com as autoridades — informação atribuída anteriormente a um porta-voz do cantor à NBC Los Angeles —, novas apurações indicam o contrário. De acordo com o TMZ, embora ainda não exista documentação formal classificando o artista como suspeito, investigadores passaram a examinar com mais profundidade uma possível ligação entre ele e a vítima. Até o momento, nenhuma acusação criminal foi apresentada.
Nesta segunda-feira (24), o Departamento do Médico-Legista do Condado de Los Angeles recebeu uma ordem judicial, solicitada pela LAPD, impondo sigilo ao caso. “Nenhum registro ou detalhe do caso — incluindo causa e maneira da morte e o relatório do Médico Legista — pode ser divulgado ou publicado no site até novo aviso. Entendemos o interesse público neste caso e continuamos comprometidos com a transparência sempre que possível. As informações serão divulgadas assim que a ordem judicial for suspensa”, informou o órgão à revista.
Ainda não há confirmação de outros possíveis suspeitos além de D4vd. Na semana passada, o Departamento de Polícia de Los Angeles declarou que não está próximo de realizar uma prisão. A equipe do cantor não respondeu aos pedidos de posicionamento do veículo.
