Amigo revela por que público nunca mais deve ver Michael Schumacher e diz quem ainda tem acesso a ele

Richard Hopkins contou como a privacidade do heptacampeão vem sendo mantida desde o acidente em 2013

A família de Michael Schumacher mantém sigilo absoluto sobre o estado do ex-piloto desde o acidente em 2013. Um amigo próximo comentou sobre a rotina restrita na Suíça e explicou quem integra o pequeno círculo que convive com o heptacampeão.

Mais de uma década após o acidente de esqui que mudou para sempre a rotina de Michael Schumacher, pessoas próximas ao ex-piloto afirmam que o isolamento adotado por sua família deve continuar. Richard Hopkins, ex-chefe de operações da Red Bull e amigo do heptacampeão, contou detalhes sobre a decisão dos familiares em entrevista ao SPORTbible, publicada na quarta-feira (19).

O britânico, que conheceu Schumacher no início dos anos 1990, acredita que o público não voltará a ver o ex-piloto. “Não acho que veremos Michael novamente. Sinto-me desconfortável em falar sobre o estado de saúde dele devido ao sigilo que a família, por razões justificadas, deseja manter”, declarou.

Hopkins lembrou que sua convivência com Schumacher começou quando ele atuava como mecânico da McLaren, mas reforçou que não faz parte do círculo que acompanha de perto sua rotina atual.

Michael Schumacher sofreu grave acidente de esqui em 2013 (Foto: Getty)

Segundo Hopkins, esse grupo é restrito a nomes como Jean Todt, Ross Brawn e Gerhard Berger, que seguem visitando o ex-piloto com frequência: “Mesmo que você oferecesse muito vinho a Ross Brawn, não acho que ele se abriria. Há um respeito mútuo entre quem visita Michael e quem não compartilha nada. Mesmo que eu soubesse alguma coisa, a família ficaria desapontada se eu contasse”. 

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Atualmente, Schumacher divide os dias entre duas propriedades da família: uma casa na região do Lago de Genebra, na Suíça, e outra em Maiorca. Corinna Schumacher segue responsável por coordenar os cuidados do marido. O estado de saúde do ex-piloto de 56 anos nunca foi oficialmente detalhado, mas, segundo a imprensa internacional, ele deve necessitar de acompanhamento médico frequente.

Após o grave acidente, a família do ex-piloto mantém sua rotina e seu estado de saúde em sigilo. (Foto: Mark Thompson/Getty Images)

Ao mesmo tempo em que tenta preservar a intimidade do alemão, a família já enfrentou casos de invasão e até de tentativa de extorsão. Três pessoas foram condenadas por pedir 13 milhões de libras em troca de fotos, vídeos e documentos médicos roubados da residência dos Schumacher. Os arquivos continham mais de 900 imagens, vídeos, dados armazenados em USB e discos rígidos.

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As investigações apontaram que Markus Fritsche, ex-funcionário da família, repassou o material a Yilmaz Tozturkan e ao filho dele, o especialista em TI Daniel Lins. Segundo as autoridades, o trio ameaçou divulgar os arquivos na dark web. A pena de Fritsche, dois anos de prisão, foi considerada pela família como “vergonhosamente branda”.

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