Justiça de SP toma decisão sobre pedido de indenização de Otávio Mesquita em processo contra Juliana Oliveira

Justiça rejeitou pedidos de indenização de R$ 50 mil e R$ 150 mil em processo envolvendo Mesquita e Juliana

O apresentador Otávio Mesquita e a humorista Juliana Oliveira tiveram pedidos de indenização negados pela Justiça de São Paulo em processo sobre suposto assédio ocorrido em 2016 durante gravação de programa de TV, com decisão da 11ª Vara Cível.

O apresentador Otávio Mesquita não receberá indenização de R$ 50 mil da humorista Juliana Oliveira, segundo decisão da Justiça de São Paulo. Mesquita entrou com a ação após ser acusado pela ex-assistente de palco do programa “The Noite” de suposto assédio durante uma gravação.

De acordo com a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, no mesmo processo Juliana também teve negado o pedido de indenização de R$ 150 mil por suposto assédio. A decisão, do juiz Carlos Alexandre Aguemi, da 11ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, resultou na extinção da ação, que ainda pode pegar recurso.

O suposto episódio teria acontecido em 2016, durante a gravação de um programa comandado por Danilo Gentili. Conforme denúncia feita por Juliana ao Ministério Público de São Paulo em abril deste ano, registros em vídeo e transcrições indicariam que Mesquita teria tocado os seios e áreas íntimas da humorista, mesmo com a profissional tentando se afastar. A denúncia, no entanto, foi arquivada pelo MP-SP.

Juliana Oliveira denunciou Otávio Mesquita por episódio no “The Noite”, em 2016. (Foto: Reprodução/SBT)

Para o juiz, a situação configurava “humor caricatural, que era próprio do programa de televisão em questão”, sem violência física ou ameaça. Por esse motivo, o pedido de R$ 150 mil foi afastado. Mesmo assim, o juiz apontou que o comportamento de Mesquita causou desconforto a Juliana e que ela não poderia ser responsabilizada por ter levado o caso ao Ministério Público. O magistrado também ressaltou que o fato de a denúncia ter sido feita nove anos após o ocorrido “é questão de menor importância”. 

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É necessário se compreender que, especialmente para fatos como estes tratados nos autos, muitas vezes a vítima pode demorar para entender a gravidade do ocorrido, ou ainda pode demorar para reunir coragem para comunicar os fatos à autoridade policial ou para expor a público“, pontuou Aguemi.

Juliana Oliveira e Otávio Mesquita enfrentam uma batalha judicial. (Foto: Reprodução/Instagram)

A decisão também determina que cada lado pague os custos e os honorários referentes às partes em que perdeu. Segundo Hédio Silva, advogado de Juliana, a sentença vai servir de base para um mandado de segurança criminal contra o arquivamento do inquérito pelo Ministério Público, para tentar retomar a investigação: “Essa decisão é muito importante porque reafirma, de forma explícita, que Juliana exerceu um direito legítimo ao denunciar os fatos e que não agiu de má-fé. Isso desmonta qualquer tentativa de criminalizar a vítima”.

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Depois que o inquérito foi arquivado, Mesquita falou sobre o episódio na estreia de seu programa “Operação Mesquita”, no SBT. “Uma brincadeira que podia acontecer e que era combinada. Inclusive, na época, esse tipo de brincadeira — repito — era inocente. Não houve maldade nenhuma. Todo mundo sabe que sou irreverente, brincalhão, sou do bem e jamais faria um assédio desses gravando um programa de televisão”, concluiu.

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