Mulher que diz ser mãe biológica de Miley Cyrus detalha suposta gravidez e pedidos às Kardashians, Julia Roberts e Hillary Clinton: “A verdade é maluca”

Mulher identificada como Jayme Lee alegou que teve a cantora com 12 anos

Jaymee Lee, que afirma ser mãe biológica de Miley Cyrus, voltou a se manifestar publicamente neste domingo (21). Em entrevista, ela comentou sobre a disputa judicial envolvendo Billy Ray e Tish Cyrus e a intenção de buscar novo teste de DNA em Malibu, nos EUA.

A mulher que afirma ser a mãe biológica de Miley Cyrus voltou a se manifestar publicamente neste domingo (21). Em entrevista ao Daily Mail on Sunday, Jaymee Lee disse que teria engravidado da artista após ter sido vítima de tráfico sexual ainda na infância. Segundo a mulher, ela tinha apenas 12 anos quando descobriu a suposta gestação.

Lee já havia acionado judicialmente Billy Ray e Tish Cyrus, pais de Miley, em uma ação que acabou sendo arquivada. No processo, ela acusava o casal de “quebra de contrato, fraude e falsa representação, imposição intencional de sofrimento emocional e interferência ilegal nos direitos parentais”, além de afirmar ser a verdadeira mãe da cantora. Billy Ray negou as acusações e as classificou como “absurdas”. 

Durante a conversa com o veículo britânico, Lee afirmou que cresceu em Ruidoso, no Novo México. Segundo ela, ainda muito jovem, teria sido traficada por uma gangue local supostamente ligada a um cartel. A mulher também disse que, durante a gravidez, tentou fugir diversas vezes, incluindo uma tentativa de se refugiar na casa dos avós, em Jamul, na Califórnia.

Billy Ray, Tish e Miley. (Foto: Getty)

“Eu sabia que queria proteger esse bebê a todo custo. Escolhi especificamente o nome Miley assim que percebi que estava grávida por causa de todas as milhas que percorri [enquanto era traficada]. Eu queria um nome único, que pudesse ser ligado a mim, especificamente”, alegou. Miley Cyrus já explicou publicamente, em outras ocasiões, que seu nome artístico surgiu a partir do apelido de infância “Smiley”, que acabou sendo encurtado para Miley.

Jaymee Lee apontou ainda que, na época da suposta gravidez, tentou convencer várias celebridades a adotarem a bebê que ainda não havia nascido. Entre os nomes citados por ela estão Julia Roberts, que teria um rancho no Novo México; Sharon e Ozzy Osbourne, que mantinham vínculos com o estado; e Hillary Clinton, que fazia campanha na região naquele período. Conforme a mulher, as figuras públicas não teriam aceitado a proposta.

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Lee também alegou que procurou Dolly Parton, madrinha de Miley. Segundo ela, Parton a teria apresentado a Billy Ray Cyrus. No processo, Lee relatou que ela e Billy Ray teriam firmado um acordo de adoção aberta, que permitiria que ela atuasse como babá e professora de piano da criança. No entanto, o cantor teria descumprido o acordo e a impedido de manter contato com Miley.

A mulher também alegou ter buscado ajuda da família Kardashian para encontrar um advogado que a representasse contra o pai de Miley. Segundo ela, o contato teria ocorrido porque os Kardashians, supostamente, possuíam uma propriedade ao lado da casa de seus avós, em Jamul. No entanto, não há registros de que a família de socialites tenha sido dona de um imóvel no local.

Pais de Miley Cyrus. (Foto: Getty)

Ao explicar por que decidiu voltar a falar sobre o assunto, Lee afirmou que havia bloqueado lembranças do trauma por anos. De acordo com ela, a decisão de retornar a Ruidoso teria provocado o surgimento de flashbacks ligados ao suposto abuso. Ela disse ter se internado em 2016 em uma unidade de saúde mental ligada à Universidade Estadual do Arizona, em Tucson, onde recebeu diagnóstico de TEPT (transtorno de estresse pós-traumático).

Após relatar seus sintomas a um médico, a mulher contou que recuperou a memória de que foi estuprada, e que a gravidez teria sido consequência desse episódio: “[O médico] disse: ‘Sim, é exatamente isso que acontece quando você tem TEPT. Isso é muito normal, e o cérebro pode bloquear algo assim, e é isso que você está vivenciando'”. 

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Conforme o relato da mulher, após receber o suposto diagnóstico, ela tentou entrar em contato com Miley por meio de seus advogados, mas não obteve resposta. Lee também afirmou que procurou a polícia para denunciar o suposto tráfico, mas disse que “nunca conseguiu que alguém levasse isso a sério”. “E, se houve alguma coisa, acabei sofrendo consequências realmente terríveis por tentar fazer com que investigassem”, contou.

Apesar do processo já ter sido encerrado, Jaymee Lee garantiu que pretende entrar com uma nova ação judicial em Malibu, na Califórnia, onde a cantora mora. O objetivo, segundo ela, seria obter um teste de DNA que colocaria um ponto final na disputa, mesmo após um outro pedido já ter sido negado pela Justiça dos EUA.

A mulher surpreendeu ao fazer supostas alegações sobre Miley. (Foto: Getty)

A mulher disse ainda que gostaria de construir algum tipo de vínculo com a artista: “Eu pediria que Miley fizesse um teste de DNA para revelar a verdade e mostrar que eu sou a mãe biológica dela. Eu entendo que sou biologicamente a mãe dela. Isso significa que agora eu sou a mãe dela? Não. Não estou reivindicando nenhum desses momentos, nem tentando tirar nada do que ela e Tish [Cyrus] têm, porque eu só desejaria para ela algo bonito, bom e puro”.

Jaymee Lee acrescentou: “Eu nunca quis envolver Miley. Mas ela é a prova, a prova que eu tenho para mostrar que fui traficada sexualmente e tive um bebê por causa disso. Eu sei que muita gente acha que essa é uma história maluca, e ela é uma história maluca. Às vezes, a verdade é maluca. Eu não a escolhi. É importante que todos usem isso como uma experiência de aprendizado para entender que é possível bloquear a memória de um estupro e de ter um bebê, e lembrar disso depois”.  

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A ação foi aberta em maio deste ano contra Billy Ray e sua ex-mulher, Tish. Após o pedido de teste de DNA ser negado em outubro, o cantor entrou com uma ação para encerrar o caso, classificando as alegações de Lee como “falsas e absurdas”, além de acusá-la de assédio. “O tribunal arquivou o processo com resolução definitiva nesta manhã e concedeu ao Sr. Cyrus a recuperação de honorários advocatícios razoáveis e necessários, além de custos”, diz o comunicado divulgado na época.

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