Colleen Hoover teria ameaçado cancelar a estreia de “É Assim Que Acaba“, em agosto de 2024, por causa de Justin Baldoni. A informação foi revelada em documentos judiciais no caso do diretor contra Blake Lively, e divulgada pelo Page Six nesta quarta-feira (28).
Conforme a publicação, a autora do livro que inspirou o filme escreveu aos executivos do estúdio que ela se sentia “extremamente desconfortável” com “tudo o que estava acontecendo nos bastidores” envolvendo Baldoni.
“Eu me sentiria confortável se o Justin estivesse lá? Não”, teria afirmado Colleen. Embora tenha observado que “o conforto não era sua prioridade”, ela não podia “prometer que iria comparecer se ele e sua equipe estivessem todos lá”.
“Fico oscilando todos os dias entre continuar promovendo este filme ou me esconder, porque tudo isso está me causando ansiedade e atraindo uma atenção para a qual não estou preparada ou acostumada”, desabafou.

No texto, a autora ainda teria exposto o quão agravante a situação se tornou. Apesar de supostamente ter escrito que não gosta de “chatear as pessoas ou tomar partido” e preferir “ser neutra”, Hoover alegou que “sentimentos foram feridos e limites foram ultrapassados” de tal forma que ninguém conseguiu “deixar tudo de lado e sorrir para as câmeras”.
Ela insistiu que “optaria por apoiar Blake qualquer que fosse a decisão” que a atriz tomasse em relação à estreia do longa. “Espero ver vocês na estreia, mas se isso não acontecer por algum motivo, saibam que só terei coisas positivas a dizer publicamente”, declarou.
No ano passado, em uma entrevista à revista Elle, Colleen já havia classificado a situação como “infeliz e decepcionante“, uma vez que “ofuscou” a história do seu livro. “Quase me envergonho de dizer que fui eu quem escreveu. Quando as pessoas me perguntam o que eu faço, eu simplesmente respondo: ‘Sou escritora. Por favor, não me perguntem o que eu escrevi'”, admitiu.
Estreia polêmica
Apesar da mensagem da autora para os executivos, a estreia de “É Assim Que Acaba” ocorreu normalmente, e acabou chamando ainda mais atenção para os bastidores conturbados. Como alegado por Baldoni, que divulgou até fotos em meio ao processo, ele e sua família teriam sido mantidos em uma sala separada, no porão.
O ator e diretor chegou a posar rapidamente para os fotógrafos e não foi visto posteriormente. Lively, por sua vez, andou pelo tapete junto com o marido, Ryan Reynolds, e o amigo de longa data do casal, Hugh Jackman. A atriz também tirou fotos com a autora e os outros membros do elenco, como Brandon Sklenar, Isabela Ferrer e Jenny Slate.


Briga judicial
Em dezembro de 2024, Blake entrou com uma ação judicial contra Baldoni por assédio sexual, retaliação, quebra de contrato, danos morais e invasão de privacidade. Três meses depois, a atriz incluiu um novo pedido, alegando perda de salários. O diretor negou todas as acusações e reagiu com um processo de 400 milhões de dólares, acusando Lively e Reynolds de difamação.
Ele também processou o New York Times, primeiro veículo a noticiar o caso, por calúnia. A ação foi indeferida em junho de 2025, mas o processo movido por Lively segue em andamento. O início do julgamento está marcado para 18 de maio.
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