Justiça de NY toma decisão sobre pena de morte em caso de Luigi Mangione, acusado de assassinar CEO

A juíza Margaret Garnett explicou o motivo e anunciou outras decisões sobre o caso

A Justiça de NY decidiu que Luigi Mangione não poderá ser condenado à pena de morte pelo assassinato do CEO da UnitedHealth, Brian Thompson. A juíza explicou o motivo e anunciou outras decisões sobre o caso.

A Justiça de Nova York decidiu, nesta sexta-feira (30), que Luigi Mangione não enfrentará a pena de morte. Ele está preso desde dezembro de 2024, acusado pelo assassinato do CEO da seguradora de saúde UnitedHealth, Brian Thompson.

De acordo com informações da CNN, a acusação federal de homicídio, que pedia a pena de morte para Mangione, foi considerada “falha” pela juíza Margaret Garnett. A decisão ocorre em resposta à solicitação do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, liderado desde fevereiro pela procuradora-geral Pam Bondi.

Em abril deste ano, Bondi e outros promotores pediram a pena de morte de Mangione, alegando que o assassinato foi “um ato de violência política” e que o homicídio em local público “pode ter representado um grave risco de morte para outras pessoas”.

A juíza, por sua vez, rejeitou o pedido, porque exige que o assassinato tenha sido cometido durante outro “crime violento”. Bondi e os promotores alegaram que os “crimes violentos” eram duas acusações de perseguição, argumentando que Mangione perseguia Thompson virtualmente e viajou entre estados para cometer o homicídio.

Luigi Mangione está preso desde dezembro de 2024, pela morte de Brian Thompson. (Foto: Getty)

Garnett considerou que as denúncias de perseguição não são “crimes violentos” e rejeitou tanto a acusação de homicídio quanto a de porte de arma de fogo. A acusação federal de homicídio era a única que poderia resultar em pena de morte.

Apesar de não permitir a pena de morte, a juíza decidiu manter as denúncias de perseguição contra Mangione, o que ainda pode levá-lo à prisão perpétua, sem possibilidade de liberdade condicional. O rapaz é julgado em duas esferas: federal e estadual. Para o julgamento federal, a seleção do júri está marcada para 8 de setembro.

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Ainda conforme a CNN, a juíza também permitiu que as provas apreendidas na mochila de Mangione, no momento de sua prisão, sejam admitidas no julgamento. Na ocasião, diversos itens foram apreendidos, incluindo uma pistola, munições e um caderno, que, segundo a polícia, evidencia a ligação dele ao assassinato.

Os advogados do rapaz argumentaram que essas provas não deveriam ser apresentadas no julgamento, afirmando que a busca na mochila foi “ilegal” por ainda não existir um mandado naquele momento.

Mangione foi indiciado em abril por assassinar a tiros Brian Thompson, CEO de uma das seguradoras de saúde mais importantes dos EUA. O crime aconteceu em 4 de dezembro de 2024, em frente a um hotel em Manhattan, onde executivos da empresa se reuniam para um evento de investidores. Ele foi detido após cinco dias de buscas das autoridades.

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