Neste sábado (31), vieram à tona novas informações sobre a disputa envolvendo Suzane von Richthofen pela herança do tio falecido, Miguel Abdalla Netto. Segundo a colunista Fábia Oliveira, do Metrópoles, a ex-detenta teria adotado medidas consideradas drásticas para proteger o patrimônio do parente após a residência dele ter sido invadida e roubada.
No dia 9 de janeiro, o médico Miguel Abdalla Netto foi encontrado morto em sua casa, localizada no bairro do Campo Belo, na zona sul de São Paulo. A causa da morte ainda é investigada pela Polícia Civil. Com isso, surgiram questionamentos sobre os direitos à herança deixada por Abdalla Netto e se Suzane poderia figurar entre os herdeiros. Embora tenha sido condenada pelo assassinato dos pais, Marísia e Manfred von Richthofen, ela não está automaticamente impedida de herdar bens de outros familiares e segue envolvida no processo de inventário.
Após a invasão ao imóvel, Suzane acionou a Justiça para comunicar as “medidas urgentes” que afirmou ter tomado. Segundo os autos, parte dos pertences de Miguel foi levada da residência. Diante disso, Suzane teria providenciado, por iniciativa própria, a soldagem do portão externo e da porta da casa, com o objetivo de evitar novas invasões e impedir mais prejuízos ao patrimônio.
À Justiça, ela declarou ter adotado providências emergenciais para resguardar os bens do tio. Até o momento, nenhuma pessoa foi oficialmente nomeada para administrar o espólio. Ainda conforme as informações, Suzane teria sido acompanhada por Ricardo Abdalla — filho de uma prima do falecido — durante o fechamento do imóvel.

A ex-detenta também teria retirado um automóvel pertencente a Miguel, que estava na garagem da casa. O veículo, avaliado em mais de R$ 120 mil, foi transferido para um local considerado mais seguro, embora o endereço não tenha sido divulgado. A movimentação do bem também foi informada no processo de inventário.
Por fim, Suzane teria aproveitado a manifestação judicial para apresentar documentos que, segundo ela, comprovam sua condição de herdeira de Miguel Abdalla Netto. O médico ginecologista era irmão de Marísia von Richthofen, mãe de Suzane e Andreas. Após o assassinato do casal, Miguel assumiu a guarda de Andreas, que era menor de idade na época.
Além do carro e do imóvel, Miguel Abdalla Netto teria deixado um patrimônio estimado em cerca de R$ 5 milhões. Ele não tinha cônjuge, filhos, pais ou irmãos vivos. Seus únicos parentes próximos seriam Suzane e o irmão, o que pode resultar na divisão da herança entre ambos.
