O adolescente responsável pela morte de Orelha teria sido identificado. De acordo com uma apuração da jornalista Patrícia Calderon, do portal Leo Dias, o suspeito estava sob o efeito de drogas no momento da agressão ao cachorro. Orelha foi agredido na região da Praia Brava, em Florianópolis, chegou a receber atendimento veterinário, mas precisou ser sacrificado devido à gravidade dos ferimentos.
Segundo a investigação, o jovem não tinha qualquer vínculo prévio com o animal ou com a comunidade local. O cachorro vivia há cerca de dez anos na Praia Brava e era cuidado coletivamente por moradores e frequentadores da região. Testemunhas afirmaram que a violência contra o animal teria ocorrido de forma repentina e sem qualquer motivação conhecida.
Ainda de acordo com a apuração, a roupa usada pelo adolescente na madrugada do ocorrido foi apreendida pela polícia e encaminhada para perícia. Na mesma noite, o suspeito também teria se envolvido em outros episódios, como o furto de bebidas e a depredação de um quiosque.
A Polícia Civil de Santa Catarina ainda não divulgou oficialmente os detalhes finais da investigação. Nesta segunda-feira (2), o deputado federal Célio Studart (PSD-CE) levou à Procuradoria-Geral da República (PGR) um pedido para que o caso passe a ser investigado em âmbito federal. Presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos dos Animais, Studart também protocolou uma notícia-crime sobre o episódio. Saiba os detalhes, clicando aqui.

Cãozinho Orelha
De acordo com a investigação, as agressões ocorreram no dia 4 de janeiro, mas o caso só foi comunicado à Polícia Civil no dia 16. Orelha foi encontrado por moradores da região ferido e em estado de sofrimento. Ele foi recolhido e encaminhado a uma clínica veterinária, e, no dia seguinte, precisou passar por eutanásia em razão da gravidade dos ferimentos. Um grupo de adolescentes foi apontado como suspeito pelo crime.
Embora não existam imagens do momento exato, a delegada Mardjoli Valcareggi explicou que outros registros feitos na mesma região permitiram a identificação dos suspeitos. A Polícia Civil informou ainda que analisa mais de mil horas de imagens de câmeras de segurança.

Durante a apuração, surgiram indícios de que o mesmo grupo teria tentado afogar outro cachorro comunitário, conhecido como Caramelo, também na Praia Brava. Segundo Valcareggi, há imagens dos adolescentes pegando o animal no colo, e moradores relataram que viram os suspeitos jogando o cão no mar. Inicialmente, quatro meninos foram investigados. Mais tarde, a polícia descartou a participação de um deles, porque a família apresentou provas de que ele não estaria na Praia Brava.
Os nomes dos adolescente não foram divulgados pelas autoridades, por conta Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê sigilo em procedimentos envolvendo menores de idade.
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