Super Bowl 2026: Saiba quanto Bad Bunny recebeu por show histórico e entenda o porquê

Cachê dos artistas no show de intervalo do Super Bowl é determinado pelo SAG-AFTRA

O valor irrisório que Bad Bunny recebeu pelo show histórico no Super Bowl de 2026 foi revelado. Tanto o cachê quanto a política da NFL também foram detalhadas para justificar o montante final embolsado pelo porto-riquenho.

Bad Bunny foi o headliner do show de intervalo do Super Bowl, neste domingo (8), e entregou uma apresentação histórica e com muita representatividade latina. Um dos grandes nomes da música atualmente, esperava-se que o vencedor do Grammy receberia um alto cachê. No entanto, a quantia é bem abaixo do imaginado.

A National Football League (NFL), liga do futebol americano dos Estados Unidos, cobre os custos do show, incluindo logística e estrutura do espetáculo, que podem chegar a milhões de dólares.

Os artistas, por sua vez, recebem o cachê mínimo estipulado pelo sindicato Screen Actors Guild-American Federation of Television and Radio Artists (SAG-AFTRA).

O mesmo aconteceu com nomes que se apresentaram nas edições anteriores, como Rihanna e The Weeknd. Portanto, o cachê definido equivale a cerca de US$ 1.000 (R$ 5.200, na cotação atual), uma quantia irrisória para eles.

Bad Bunny entregou show histórico no intervalo do Super Bowl (Foto: Getty)

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Apesar da baixa quantia, a justificativa é que os cantores aceitam o convite devido à exposição que a NFL proporciona mundialmente. Além da visibilidade televisiva, também há o aumento dos streamings e convites para outros shows, como foi o caso de Shakira, Justin Timberlake e Bruno Mars, que já tocaram no Halftime Show do Super Bowl.

“Quando você tem a oportunidade, como artista, de subir em um palco e alcançar 250 milhões de pessoas ao mesmo tempo, e isso sem contar as redes sociais, o streaming e a possibilidade de as pessoas assistirem novamente, acho que esse é um dos palcos mais importantes do entretenimento ao vivo”, explicou Jon Barker, vice-presidente sênior e chefe global de grandes eventos da NFL, ao The Athletic, do New York Times.

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“Quando eles se juntam a nós e passam a fazer parte do show do intervalo, acho que [os artistas] reconhecem o que é o show de intervalo e o que significa fazer parte dele. E acho que isso ressoa muito fortemente nele. Esse é certamente o feedback que ouvimos ano após ano com os artistas”, completou.

Outro fator foi positivo para as estrelas foi o patrocínio da Apple Music no lugar da Pepsi, concretizado em 2023. O acordo reforçou ainda mais o caráter promocional e tecnológico do espetáculo, ampliando sua projeção digital.

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Outro exemplo foi a apresentação de Rihanna no Super Bowl, há dois anos. Conforme o editor do site, Alex Andreev, a performance atraiu 121 milhões de espectadores. A cantora também aproveitou o momento para promover no palco sua linha de maquiagem, Fenty Beauty.

Já a Launchmetrics, que oferece insights de dados para marcas de moda e beleza, informou à época que o show ajudou a gerar US$ 5,6 milhões R$ 29,3 milhões) em mídia ganha nas primeiras 12 horas para a empresa.

Rihanna se apresentou no Super Bowl em 2023 (Foto: Getty)
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