Nesta quinta-feira (19), o ex-príncipe Andrew foi preso no Reino Unido por suspeita de má conduta no exercício de cargo público. Com a repercussão do caso, seu irmão mais velho, o rei Charles III, se manifestou sobre o ocorrido.
Segundo informações da BBC, Andrew foi detido nas primeiras horas da manhã de seu aniversário, 19 de fevereiro, dentro da propriedade de Sandringham, em Norfolk, para onde se mudou após deixar o Royal Lodge, sua residência no Castelo de Windsor. A prisão estaria ligada à conexão de Andrew com o bilionário condenado Jeffrey Epstein, com quem manteve amizade enquanto servia como representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional.
Em comunicado divulgado pelo Palácio de Buckingham, momentos após a repercussão da prisão de Andrew na mídia internacional, Charles lamentou o ocorrido. “Recebi com a mais profunda preocupação a notícia sobre Andrew Mountbatten-Windsor e a suspeita de má conduta no exercício de cargo público. O que se segue agora é o processo completo, justo e adequado pelo qual esta questão será investigada da maneira apropriada e pelas autoridades competentes”, declarou.
O monarca concluiu reforçando seu apoio às investigações e às ações das autoridades: “Nesse sentido, como já afirmei antes, eles têm nosso total e irrestrito apoio e cooperação. Permitam-me afirmar claramente: a lei deve seguir seu curso. À medida que este processo continua, não seria apropriado que eu comentasse mais sobre este assunto. Enquanto isso, minha família e eu continuaremos em nosso dever e serviço a todos vocês”.

A prisão de Andrew Mountbatten-Windsor foi efetuada cerca de uma semana após a polícia britânica anunciar as investigações contra o ex-príncipe. Nas primeiras horas da manhã, imagens da operação mostraram policiais em Wood Farm, na propriedade de Sandringham, para onde Andrew se mudou após ser “despejado” de Windsor.
A conexão do ex-príncipe Andrew com o bilionário americano Jeffrey Epstein, acusado de comandar uma rede de exploração sexual de menores, é de longa data e tem sido alvo de investigações há anos. Contudo, a prisão decorre de uma denúncia do grupo de defesa Republic, que o acusa de compartilhar informações confidenciais com Epstein enquanto atuava como enviado comercial do Reino Unido — cargo que ocupou de 2001 a 2011. A suspeita ganhou força após documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) indicarem que Andrew e Epstein mantinham comunicações regulares.

Segundo os registros, o ex-príncipe teria enviado até mesmo fotos de suas filhas, as princesas Beatrice e Eugenie, quando elas eram mais jovens, ao bilionário — conhecido por suas relações indevidas com menores. Andrew também apareceu em imagens divulgadas pelo DOJ. Em uma delas, ele surge de quatro sobre uma mulher não identificada. Em outra, inclina-se e toca o abdome de uma mulher vestida, que está deitada no chão.
De acordo com a BBC, Andrew é o primeiro membro da família real a ser preso na história britânica moderna. Em nota, a Thames Valley Police confirmou a prisão, mas não citou Andrew nominalmente: “Como parte da investigação, hoje (19/2) prendemos um homem na faixa dos sessenta anos, de Norfolk, sob suspeita de má conduta no exercício de função pública e estamos realizando buscas em endereços em Berkshire e Norfolk. O homem permanece sob custódia policial neste momento”.
A polícia confirmou posteriormente que a antiga casa de Andrew em Windsor, além de outros endereços em Berkshire e Norfolk, também serão alvo de buscas.
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