Polícia chega a conclusão após vídeo em celular e faz revelação sobre caso de corretora morta por síndico em GO

Daiane Alves Souza foi encontrada 43 dias depois de sumir no subsolo de seu prédio

A Polícia Civil apresentou, em Caldas Novas (GO), a conclusão das investigações sobre a morte da corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos. Durante coletiva, as autoridades detalharam as apurações e indicaram que o síndico Cleber Rosa de Oliveira armou emboscada contra vítima.

Nesta quinta-feira (19), a Polícia Civil apresentou a conclusão das investigações sobre a morte da corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, e afirmou que o crime foi premeditado. Durante uma coletiva realizada em Caldas Novas (GO), o delegado André Luiz Barbosa declarou que o síndico Cleber Rosa de Oliveira armou uma emboscada contra a vítima.

O entendimento da polícia é baseado em um vídeo recuperado do celular da corretora, considerado como prova decisiva no caso. “Então demonstrou a presença prévia à ação sorrateira e o ataque inesperado concluindo para a emboscada planejada. O crime foi premeditado. Foi feita uma emboscada”, explicou o chefe de polícia.

O celular, recuperado na tubulação de esgoto do prédio onde Daiane morava, continha a gravação do momento em que ela foi atacada no subsolo do edifício. Segundo a polícia, as imagens mostram que Cleber já estava no local antes da chegada da corretora, usava luvas e mantinha a identidade parcialmente ocultada.

Assista [Atenção! Imagens fortes]:

Assim que a corretora chega ao subsolo, de acordo com o delegado, a primeira pessoa que aparece no vídeo é o síndico: “Foi aí que conseguimos comprovar que o crime foi premeditado e cometido mediante emboscada”.

As investigações também descartaram qualquer envolvimento do filho do síndico, Maicon Douglas de Oliveira. Conforme Barbosa, as imagens deixam claro que Cleber teria agido sozinho. “Quanto ao investigado Maicon, ficou demonstrado que ele não teve participação no crime. O vídeo demonstrou claramente que Cléber fez tudo sozinho”, acrescentou ele. Maicon, inclusive, já foi solto.

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O crime

Daiane desapareceu em 17 de dezembro, após descer ao subsolo para religar a energia do apartamento. Câmeras do elevador registraram o momento em que ela decidiu filmar a situação. “Cheguei na recepção, a [empresa] Equatorial não veio cortar. Claro, porque está pago. Agora vou descer lá embaixo para ver se disjuntor está desligado. Vou apertar aqui [botão do elevador] e vou gravar. [Andar] S1, onde ficam os disjuntores. Vou atrás do disjuntor do 402, e a gente vai filmar”, disse.

Área de mata onde o corpo de Daiane foi encontrado. (Foto: Divulgação/Polícia Civil de Goiás)

Ao sair do elevador, a vítima se deparou com o síndico: “Ah, olha quem eu encontro. Acabou de perder minha energia no 402. Vamos ver se essa brincadeira está continuando. Mas o síndico está aqui embaixo, isso eu sei. Acho que o 402 fica aqui”. Pouco depois, a gravação registra o ataque e um grito.

A perícia identificou vestígios biológicos na carroceria da caminhonete de Cleber. O laudo cadavérico apontou lesões graves no crânio e fraturas compatíveis com dois disparos de arma de fogo. Ricardo Matos, superintendente da Polícia Científica, revelou que a arma usada no crime é uma pistola .380 semiautomática. Um dos projéteis ficou alojado na cabeça da vítima, e o outro saiu pelo olho esquerdo.

Cleber e o filho foram presos no fim de janeiro, suspeitos de envolvimento no crime. Já sob custódia da polícia, o síndico confessou o assassinato e afirmou que agiu sozinho. Ele também revelou ter escondido o corpo de Daiane em uma área de mata às margens de uma estrada, em Caldas Novas. O síndico foi levado pelos policiais até o local para indicar onde havia abandonado o corpo, que foi encontrado em avançado estado de decomposição.

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Daiane Alves Souza tinha 43 anos. (Foto: Reprodução/ g1)

O assassinato foi o desfecho de um conflito iniciado em 2025. À época, o condomínio enviou uma notificação a Daiane, alegando que o apartamento da corretora estaria sendo utilizado como marcenaria. Em resposta, ela afirmou que o síndico estaria impedindo seu trabalho como corretora e orientando a portaria a barrar o recebimento de encomendas.

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