O ex-príncipe Andrew teria se revoltado ao ser obrigado a deixar a Royal Lodge, mansão de 30 quartos localizada em Windsor, e se mudar para outra residência da família real. Segundo relatos publicados pelo jornal The Sun, neste sábado (21), o duque teria invocado o nome da mãe, a rainha Elizabeth II, e se recusado a aceitar a decisão, intensificando a crise envolvendo sua posição dentro da monarquia britânica.
De acordo com uma fonte ouvida pela publicação, Andrew tentou se justificar com base em sua posição na família. “Ele se recusou a sair ou assumir qualquer responsabilidade”, afirmou o informante. Durante a discussão, o príncipe teria repetido diversas vezes: “Mas eu sou o segundo filho da rainha, vocês não podem fazer isso comigo!”.
Ainda segundo o relato, Andrew também declarou que “não queria sair”, demonstrando resistência diante da decisão. O interlocutor acrescentou que foi “extraordinário” o fato de ele usar o nome da mãe como argumento, sugerindo que o ex-duque ainda não teria compreendido a gravidade da situação.
A transferência levou Andrew da Royal Lodge para o Sandringham Estate, outra propriedade vinculada à realeza britânica. A mudança ocorreu em meio a uma série de controvérsias que abalaram sua imagem pública e seu papel institucional. Procurado pelo site Page Six, um representante do príncipe não comentou oficialmente o episódio.
A saída da residência ocorre após anos de repercussão negativa por causa da relação de Andrew com o financista Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais e morto em 2019. O vínculo entre os dois já havia provocado o afastamento do príncipe de compromissos públicos.

Semanas após deixar a mansão, Andrew foi detido sob suspeita de conduta imprópria em cargo público durante sua atuação como enviado comercial do Reino Unido. Ele é investigado por supostamente compartilhar documentos confidenciais com Epstein. Caso seja condenado, o ex-príncipe pode enfrentar prisão perpétua. Andrew nega qualquer irregularidade, apesar das investigações em andamento.
Diante das novas denúncias, seu irmão, o rei rei Charles III, teria manifestado “profunda preocupação” com a situação, reforçando o isolamento do príncipe dentro da família real. O rei também chegou a afirmar que que “A lei deve seguir seu curso”, ressaltando que a família real cooperará com as autoridades.
Veja o comunicado:
