Mamonas Assassinas: Veja fotos da jaqueta encontrada sobre o caixão de Dinho durante exumação

A peça, utilizada pela equipe da banda, havia sido colocada sobre o caixão do vocalista no dia do enterro, em 1996

Durante a exumação dos integrantes dos Mamonas Assassinas, no Cemitério Primaveras, em Guarulhos (SP), uma jaqueta foi encontrada intacta sobre o caixão de Dinho. O procedimento ocorreu 30 anos após o acidente aéreo que matou a banda, e imagens da peça foram divulgadas.

Uma jaqueta foi encontrada intacta sobre o caixão de Dinho, no Cemitério Primaveras, em Guarulhos, São Paulo, durante a exumação dos corpos dos integrantes da banda Mamonas Assassinas. O procedimento aconteceu 30 anos após o acidente aéreo que resultou na morte no grupo. Nesta quinta-feira (26), o g1 e a TV Globo obtiveram acesso às fotos da peça.

A jaqueta, utilizada pela equipe da banda, havia sido colocada sobre o caixão do vocalista no dia do enterro, em 1996. “O que sabemos é que essa jaqueta foi jogada por uma pessoa da equipe dos Mamonas e não pela então namorada, a Valéria. Estava sobre o caixão, na parte de cima, e encontramos ela intacta mesmo”, disse Jorge Santana, CEO dos Mamonas.

O fato da peça estar intacta levantou várias especulações nas redes sociais. No entanto, Fabrício Stocker, professor da FGV, explicou ao g1 que a roupa era feita de nylon, um tipo de plástico que pode levar até 200 anos para se decompor.

“É um material de duração praticamente eterna. Esse tipo de roupa, em condições naturais no meio ambiente, pode chegar a 200 anos intacta. Considerando que ela estava enterrada, esse tempo pode ser ainda maior”, afirmou ele.

A jaqueta encontrada intacta sobre caixão de Dinho durante exumação em SP (Foto: Arquivo Pessoal)

O pai de Dinho, Hildebrando Alves Leite, declarou que a família pretende encaminhar a jaqueta para o museu do Centro Universitário FIG-Unimesp, em Guarulhos. A proposta é que a peça passe a integrar o acervo em exposição permanente, permitindo que visitantes e fãs tenham acesso ao item.

“A exumação é uma evolução e você tem que acompanhar. Antes não tinha essa tecnologia. E a evolução te faz aprender a viver os dias de hoje”, declarou Hildebrando. Além da jaqueta, a família do guitarrista Alberto Bento Hinoto, o Bento, também encontrou um bicho de pelúcia sobre o caixão do músico. O item estava em bom estado de conservação.

Continua depois da Publicidade

A cunhada dele falou ao g1 que não sabe quem colocou a pelúcia, mas acredita que tenha sido algum fã ou a mãe de Bento como forma de homenagem. O objeto será colocado em exposição no memorial dedicado à banda no Cemitério Primaveras, em Guarulhos, na Grande São Paulo.

A exumação

Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli morreram em 2 de março de 1996, após a queda do avião na Serra da Cantareira, na Zona Norte de São Paulo. Na semana passada, foi anunciado que os corpos seriam exumados para que parte das cinzas seja utilizada como adubo em um novo espaço de homenagem no Jardim BioParque Memorial.

O local contará com cinco árvores, cada uma representando um integrante da banda. Santana explicou o espaço será aberto à visitação gratuita dos fãs, embora ainda não haja data confirmada para a inauguração. “O intuito é, sempre foi e sempre será perpetuar a memória e proporcionar aos fãs de hoje e das futuras gerações um espaço que conte a história de alegria, garra e determinação dos nossos meninos”, detalhou.

Os Mamonas Assassinas eram um fenômeno nacional quando sofreram o acidente aéreo, em 1996. (Foto: Reprodução/TV Globo)

Continua depois da Publicidade

A organização ainda afirmou que os túmulos originais permanecerão disponíveis para visitação de familiares e admiradores, mesmo após a exumação. A proposta, segundo o BioParque Memorial, é que o “espaço se propõe a ser um patrimônio afetivo, onde o tempo não apaga as lembranças, apenas as transforma”.

Siga a Hugo Gloss no Google News e acompanhe nossos destaques