Uma reportagem do “Domingo Espetacular” desta semana exibiu as diferenças entre os dois laudos referentes à morte do cachorrinho Orelha. Anteriormente, a investigação tinha concluído que o animal teria sofrido uma “lesão contundente” na cabeça. No entanto, no documento divulgado após a exumação do corpo, os agentes afirmam que não é possível identificar se o cão foi morto por ação humana.
Orelha, que tinha cerca de 10 anos e era cuidado por moradores da região de Praia Brava, em Florianópolis, foi encontrado gravemente ferido. Devido à gravidade, ele precisou ser submetido à eutanásia. A denúncia levou à abertura de uma investigação que apontou um adolescente como suspeito de maus-tratos, além do indiciamento de três adultos por coação de testemunha.
O primeiro relatório pericial, baseado no atendimento veterinário, indicava que o cão apresentava lesão severa na região da cabeça, além de indícios de fraturas na mandíbula e no maxilar. A conclusão inicial sustentava a hipótese de agressão.
No entanto, após a exumação determinada pelo Ministério Público de Santa Catarina, o novo laudo afirmou que não foram encontradas fraturas ou marcas compatíveis com violência humana, inclusive no crânio. Relembre os detalhes, clicando aqui.

A reportagem também afirmou que teve acesso a uma haste de guarda-sol que pode ter sido utilizada na agressão. Segundo o “Domingo Espetacular”, a peça foi guardada por uma professora, que diz acreditar que o item possa ter sido usado no ataque. A mulher contou que procurou apoio de um grupo de ativistas que acompanha o caso desde o início.
Em entrevista, a advogada do grupo, Antília Reis, questionou pontos do laudo de exumação e afirmou que há inconsistências na investigação. Ela garantiu que pretende ajuizar uma ação para revisar o procedimento de exumação. O programa também ouviu moradores da Praia Brava e especialistas em comportamento humano e em direito animal.
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