Hailey Bieber contou que sua gravidez não foi planejada e que enfrentou uma condição considerada de risco durante a gestação. Em entrevista concedida ao podcast “She MD” e publicada nesta terça-feira (3), a fundadora da Rhode revelou que foi diagnosticada com septo uterino antes de engravidar de seu filho, Jack Blues, fruto do casamento com Justin Bieber.
Durante a conversa, a apresentadora Mary Alice Haney quis saber se a gravidez havia sido planejada. “Foi uma surpresa. Ela me disse que isso ia acontecer”, contou Hailey, referindo-se à médica. A doutora Thaïs Aliabadi reagiu aos risos. “E eu disse para ela: ‘Não engravide!’”, completou.
A modelo explicou que já sabia do diagnóstico. “Sim. Eu tinha um septo no útero e a doutora ficava dizendo: ‘Precisamos examinar isso e ficar de olho antes de você engravidar, porque pode ser um problema’”, relembrou. “’Não sei ao certo. Precisamos ver. Talvez eu precise fazer uma pequena cirurgia. Não tenho certeza.’ E eu pensava: ‘Tudo bem. Não estou pensando em engravidar agora, então vamos ver o que acontece’. E aí, magicamente, engravidei”.
A médica detalhou que o septo uterino é uma condição genética caracterizada por uma pequena parede dentro da cavidade uterina, podendo ser leve, moderada ou grave. No caso de Hailey, o quadro era moderado. “Afeta de 1 a 3% das mulheres, e com o grau moderado, o risco de aborto espontâneo durante a gravidez é maior. Portanto, o risco para ela era de cerca de 25 a 40% de aborto espontâneo. E um risco de 10 a 20% de parto prematuro”.
“E acho que esse foi o nosso maior susto”, admitiu a empresária. “Porque percebemos que, conforme o bebê crescia, o septo estava se expandindo. Felizmente, tudo estava se abrindo e fazendo o que precisava”. A médica concordou e recordou um momento marcante: “E eu nunca me esqueço, enquanto eu lhe dizia: ‘Bem, esses são os riscos’. E ela olhou para mim e disse: ‘Sabe de uma coisa? Eu acredito que tudo vai dar certo’. Lembra disso? E eu olhei para ela e disse: ‘Eu também acho’”.
Considerando o histórico familiar e médico da paciente, a doutora realizou o teste PreTRM, exame que avalia proteínas da placenta para estimar o risco de parto prematuro antes das 37 semanas. Apesar de o resultado indicar baixo risco, Hailey confessou que temia reviver a experiência da mãe. “Eu estava convencida de que entraria em trabalho de parto prematuro por causa do histórico da minha mãe”, admitiu. A empresária nasceu três semanas antes do previsto.
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