Thais Carla relembrou episódios marcantes de gordofobia que enfrentou ao longo da vida. A dançarina, que emagreceu 85 kg desde a cirurgia bariátrica realizada em abril do ano passado, fez um relato profundo durante participação no programa Sem Censura, da TV Brasil, exibido nesta quarta-feira (4).
Ao decorrer da conversa, Thais refletiu sobre como o preconceito estrutural contra corpos gordos pode afastar pessoas de espaços que deveriam justamente promover saúde e acolhimento: “A gordofobia faz com que as pessoas se afastem do médico, se afastem de uma academia. Já teve vez que fui a uma academia aleatória e não tinha catraca para eu passar”.
A influenciadora também questionou a falta de acessibilidade nesses ambientes. “Como isso é um ambiente para uma pessoa perder peso e não ter nenhum acesso? Ela não pode nem acessar”, expôs a bailarina.
Thais ainda lamentou a forma como parte da sociedade costuma tratar pessoas com obesidade, muitas vezes ignorando seu histórico. “Então, é muito bizarro uma pessoa falar ‘ah, fecha a boca e emagrece!’. E o contexto dessa pessoa? Como é que vou emagrecer se a sociedade mesmo diz que não é nem para eu existir?”.
A bailarina chamou atenção para o impacto emocional que esse tipo de preconceito pode causar. “Existe um ódio… E aí existem pessoas que entram em depressão… Conheci várias pessoas que se mataram. Teve gente que já emagreceu, fez a bariátrica, mas não está tão resolvida consigo e acabou se matando”, afirmou.
Ela destacou que a discussão vai além da obesidade e envolve uma discriminação aos corpos gordos. “Gordofobia não tem nada a ver com obesidade. É uma doença? É uma doença. Mas a gente está falando desse estigma horroroso sobre as pessoas gordas. Olhe para as pessoas com delicadeza. Já teve vezes, quando eu estava com 200 quilos, que fui para um lugar, e o povo olhava assim, ficava cochichando, conversando. Porque o meu corpo chega antes de eu dizer qualquer coisa para você, sabe?”, revelou.

Por fim, Thais reforçou que a gordofobia tem consequências profundas e explicou por que continua lutando por essa pauta. “Então, assim, é para proteger essas pessoas, para essas pessoas pararem de morrer”, concluiu. Assista:
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