Testemunha revela reação das princesas Eugenie e Beatrice à prisão do pai, Andrew, e decisão tomada

As fontes ainda contaram as mudanças que as princesas precisaram fazer na vida pública após o caso vir à tona

As princesas Eugenie e Beatrice estariam lidando com as consequências do escândalo envolvendo o pai, o príncipe Andrew. Segundo a revista Us Weekly, fontes próximas afirmaram que as duas ficaram abaladas com a repercussão do caso e tiveram que rever compromissos públicos e planos para este ano.

Desde a eclosão do escândalo do ex-príncipe Andrew, as princesas Eugenie e Beatrice têm se abstido de comentários públicos. No entanto, uma testemunha revelou à revista Us Weekly, nesta quinta-feira (5), a reação das integrantes da família real britânica à prisão do pai por suspeita de má conduta no exercício do cargo. Ele foi detido após serem encontradas provas do envolvimento nos crimes de Jeffrey Epstein enquanto ele servia como representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional.

“Eugenie e Beatrice tiveram que mudar seus planos para aparições públicas este ano”, disse o contato à publicação. A fonte ainda afirmou que as irmãs, que não exercem funções oficiais na monarquia, “não estão tão preocupadas com a prisão de Andrew, mas ainda estão horrorizadas com o envolvimento dele nisso e temem que possa haver mais por vir”.

Filhas de Andrew e de Sarah Ferguson, as duas acompanharam de perto as consequências do escândalo. Em outubro de 2025, o ex-príncipe teve seus títulos retirados, incluindo os de Príncipe e Duque de York. Meses depois, em 19 de fevereiro, dia em que completou 66 anos, ele foi preso após a divulgação de documentos relacionados a Epstein.

Além disso, ele recebeu ordem para deixar a residência Royal Lodge, onde morava havia anos. A mudança ocorreu no mês passado. De acordo com a fonte, as consequências da crise foram “devastadoras” para as filhas. “Em Londres, é o único assunto comentado”, afirmou.

Andrew foi preso em meio às investigações sobre sua ligação com o financista Jeffrey Epstein (Foto: Getty)

Outro contato da família disse que a decisão de Beatrice e Eugenie de reduzir suas aparições públicas “em um futuro próximo” foi tomada para evitar que eventos oficiais acabem dominados por perguntas ou comentários sobre o caso. “Elas não estão planejando participar de nenhum evento público em um futuro próximo devido a tudo o que envolve seus pais, pois sabem que esse será o foco das atenções”, explicou.

Apesar disso, uma das fontes negou rumores de que as princesas teriam sido proibidas de comparecer ao tradicional Royal Ascot deste ano. O evento anual de corridas de cavalos reúne membros da família real britânica. “Elas não estariam lá de qualquer forma. Elas não planejavam comparecer”, declarou.

As princesas estariam recebendo apoio da família real neste momento delicado, segundo fonte. (Foto: Reprodução/ Instagram)

Uma fonte ligada à família afirmou que as irmãs não foram “afastadas” da realeza e continuam mantendo relação próxima com o Príncipe William e Kate Middleton. “Elas já sofreram o suficiente. Elas não estão sendo culpadas. Há muita compaixão. Elas não são párias. Elas recebem cuidados e amor, mesmo diante de circunstâncias incrivelmente dolorosas”, disse.

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A mesma pessoa acrescentou que o ressentimento dentro da família estaria concentrado apenas em Andrew e Ferguson: “Os únicos sentimentos que mudaram são em relação a Andrew e Ferguson. Eles não responsabilizam Beatrice e Eugenie. Elas são vítimas. Elas têm fortes ligações com a realeza e ainda recebem apoio deles”.

Segundo o Page Six, em meio à polêmica, Ferguson teria passado um período hospedada na casa de amigas, incluindo Priscilla Presley. Ainda assim, pessoas próximas acreditam que o melhor neste momento é manter certa distância pública do escândalo. “Agora que Andrew perdeu seu título real, as meninas são os únicos membros da família que são realmente da realeza. É mais importante do que nunca mantê-las o mais longe possível do escândalo”, afirmou o contato.

Investigação e envolvimento com Jeffrey Epstein

A prisão do ex-príncipe foi efetuada cerca de uma semana após a polícia local anunciar as investigações. É apurado se ele enviou relatórios confidenciais a Jeffrey Epstein enquanto servia como representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional.

Além disso, Andrew apareceu em fotos de novos arquivos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, em janeiro. Na imagem, ele surge de quatro sobre uma mulher não identificada. Em outra, se inclina e toca o abdome de uma mulher vestida, que está deitada no chão.

Andrew em uma das imagens divulgadas do caso Epstein, deitado no colo de cinco mulheres (Foto: Divulgação)

O órgão, por sua vez, não informou onde ou quando as fotos foram feitas, muito menos o contexto delas. Os arquivos também mostraram comunicações entre Andrew e Epstein, como um convite ao Palácio de Buckingham. Os documentos logo ganharam repercussão mundial, colocando a família real britânica em um cenário de tensão.

Windsor ainda foi acusado de agressões sexuais por Virginia Giuffre, principal testemunha de acusação do caso Epstein, quando ela era menor de idade. Em outubro do ano passado, Andrew chegou a renunciar a todos os seus títulos e honrarias reais em meio às acusações relacionadas à sua amizade com Epstein. Ele nega qualquer envolvimento com o financista ou os crimes pelos quais é considerado suspeito.

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No dia 8 de julho de 2019, Epstein foi preso e formalmente acusado em Nova York de tráfico sexual de menores e conspiração para cometer tráfico sexual. Um mês depois, em 10 de agosto, ele foi encontrado morto em sua cela, no Metropolitan Correctional Center, enquanto aguardava julgamento.

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