Nesta quinta-feira (5), o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ) divulgou novos documentos do FBI ligados ao caso de Jeffrey Epstein. Entre os registros estão depoimentos de uma mulher que afirmou ter sido violentada sexualmente por Donald Trump após ser apresentada a ele pelo financista.
De acordo com o DoJ, esses arquivos não haviam sido incluídos nas divulgações anteriores relacionadas ao caso porque foram classificados de forma equivocada como “duplicados”. A liberação faz parte do processo de tornar públicos materiais da investigação envolvendo Epstein, condenado por crimes sexuais.
Os papéis divulgados agora trazem relatos de interrogatórios conduzidos pelo FBI em 2019 com a mulher. Nos depoimentos, ela disse aos investigadores que foi agredida sexualmente por Epstein e pelo presidente dos EUA quando tinha entre 13 e 15 anos.

Em um dos relatos, a mulher afirmou que o financista a levou para Nova York ou para Nova Jersey e que, durante a viagem, a apresentou ao então empresário do setor imobiliário. A vítima contou que chegou a morder Trump quando ele tentou forçá-la a fazer sexo oral.
A mulher também relatou que, ao longo dos anos, recebeu diversas ligações com ameaças. Segundo ela, os telefonemas eram para que permanecesse em silêncio. A vítima afirmou acreditar que as intimidações estavam relacionadas ao caso de Jeffrey Epstein.

(Foto: Getty)
Trump, por sua vez, nega qualquer irregularidade nas acusações ligadas ao financista. Em manifestações anteriores, o Departamento de Justiça afirmou que alguns dos documentos divulgados trazem “acusações falsas e sensacionalistas contra o presidente Trump”.
No dia 8 de julho de 2019, Epstein foi preso e formalmente acusado em Nova York de tráfico sexual de menores e conspiração para cometer tráfico sexual. Um mês depois, em 10 de agosto, ele foi encontrado morto em sua cela, no Metropolitan Correctional Center, enquanto aguardava julgamento.
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