Família real enfrenta crise após protestos e prisão do ex-príncipe Andrew; autor revela bastidores: “Cabeças terão que rolar”

O evento que reuniu a família real foi marcado por manifestações que mencionavam a ligação do ex-príncipe Andrew com Jeffrey Epstein

Kate Middleton, príncipe William e rei Charles III participaram da cerimônia do Dia da Commonwealth, em Londres, marcada por vaias e protestos. Segundo a People, manifestantes aproveitaram o evento público para cobrar explicações sobre o envolvimento do ex-príncipe Andrew no caso Epstein.

Vaias e protestos foram ouvidos durante a cerimônia do Dia da Commonwealth, realizada na segunda-feira (9), com a presença de Kate Middleton, do príncipe William e do rei Charles III . De acordo com a People nesta terça-feira (10), manifestantes aproveitaram o evento para cobrar explicações sobre o envolvimento do ex-príncipe Andrew no caso Epstein.

A tradicional celebração anual, realizada na Abadia de Westminster, em Londres, marcou a maior reunião pública da realeza desde a prisão do antigo duque de York. Na chegada ao local, os integrantes da família real foram recebidos por manifestantes do grupo antimonarquista Republic.

Eles exibiam cartazes amarelos chamativos com mensagens direcionadas ao escândalo. Em um deles era possível ler: “O que vocês sabiam?”. A frase foi interpretada como referência à ligação de Andrew com Jeffrey Epstein, bilionário acusado de comandar uma rede internacional de tráfico sexual envolvendo menores de idade.

Outros cartazes traziam críticas diretas à monarquia e menções ao ex-príncipe. As mensagens reforçavam a pressão pública sobre a família real em meio à crise que envolve o segundo filho da falecida rainha Elizabeth II.

Andrew foi preso em 19 de fevereiro, dia em que completou 66 anos,  sob suspeita de má conduta em cargo público. Ele foi detido em Wood Farm, na propriedade de Sandringham. A detenção provocou forte repercussão dentro e fora da Casa de Windsor por se tratar da primeira prisão de um membro da realeza desde 1649, quando o rei Charles I foi executado por alta traição.

Se ficar comprovado que as pessoas sabiam de coisas — sejam membros da família, policiais ou funcionários —, cabeças terão que rolar”, afirmou Robert Jobson, autor de The Windsor Legacy, em entrevista à People.

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Uma fonte do palácio também destacou a gravidade do momento vivido pela monarquia: “Outros eventos abalaram a monarquia, mas algo que vem de dentro — em que alguém é preso — é muito diferente. Isto é muito mais sério”.

Andrew teria sido o alvo das mensagens exibidas nos cartazes dos manifestantes, cujas frases foram interpretadas como uma referência à sua ligação com o falecido Jeffrey Epstein. (Foto: Getty)
Andrew foi o alvo das mensagens exibidas nos cartazes dos manifestantes. (Foto: Getty)

[Sandringham] é o lugar onde a rainha passou seu último aniversário, em abril de 2022. Quatro anos depois, foi alvo de uma operação policial. É inacreditável”, concluiu Jobson sobre a prisão do ex-príncipe.

Andrew Mountbatten-Windsor foi libertado poucas horas após sua prisão e agora aguarda a conclusão da investigação. Enquanto autoridades analisam documentos ligados ao caso Epstein, ele pode permanecer por semanas ou até meses em um limbo legal.

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