Justiça do RJ toma decisão sobre goleiro Bruno, que é considerado foragido

Bruno, condenado pelo assassinato de Eliza Samudio, é considerado foragido após viajar sem autorização judicial

A Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido da defesa de Bruno para suspender a revogação de sua liberdade condicional. O goleiro é considerado foragido após viajar sem autorização judicial, e a decisão mantém a expedição de um novo mandado de prisão.

Nesta quarta-feira (18), a Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido de liminar da defesa do goleiro Bruno, que buscava suspender a decisão que revogou sua liberdade condicional. Segundo o UOL Esporte, o ex-jogador é considerado foragido desde a semana passada, após viajar sem autorização judicial.

Condenado pelo homicídio qualificado, sequestro, cárcere privado e lesão corporal de Eliza Samudio, Bruno cumpre pena de 22 anos e um mês de reclusão. No entanto, ele descumpriu as regras impostas ao viajar para o Acre, em 15 de fevereiro de 2026 — apenas quatro dias após a concessão do benefício — para assinar contrato com o Vasco-AC. A irregularidade foi confirmada pela imprensa e também pela atualização do atleta no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF.

Diante do caso, a desembargadora Katya Maria de Paula Menezes Monnerat, da 1ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, negou o pedido da defesa e determinou a expedição de um novo mandado de prisão em regime semiaberto.

A magistrada manteve a decisão da Vara de Execuções Penais, que havia revogado o benefício após o Ministério Público informar sobre a viagem. Em sua decisão, Monnerat pontuou que Bruno tinha “plena ciência das condições impostas”, ressaltando que “o apenado é quem deve se adequar às regras de cumprimento da pena, e não o contrário”. Segundo ela, a atitude do ex-jogador demonstrou “descaso com as obrigações impostas pelo sistema de Justiça”.

Na argumentação, a defesa alegou que a viagem tinha como objetivo a ressocialização por meio do trabalho e que a conduta não deveria ser considerada falta grave. A Justiça do Rio de Janeiro, contudo, entendeu que a revogação do benefício é a medida adequada diante do descumprimento das condições estabelecidas.

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Bruno foi preso em 2010 pelo assassinato de Eliza Samudio, que teria cobrado o reconhecimento de paternidade do filho que teve com o jogador. Segundo as investigações, o crime foi motivado por essa disputa. O corpo da modelo nunca foi encontrado, e o caso veio à tona após uma delação.

A condenação ocorreu em 2013 e, em 2019, Bruno progrediu para o regime semiaberto (no qual dormia na unidade prisional). Na mesma época, ele voltou a atuar no futebol, pelo Boa Esporte, de Varginha (MG), equipe da Série C do Campeonato Brasileiro. Em 2023, o ex-jogador obteve a progressão para a liberdade condicional.

Bruno foi condenado em 2013 pelo assassinato da modelo. (Foto: Reprodução; SBT/ Arquivo pessoal)
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