A morte de uma mulher no último domingo (15), após um episódio de possível intoxicação alimentar em uma pizzaria na cidade de Pombal, no Sertão da Paraíba, virou caso de polícia. Segundo informações do g1, foi aberto um inquérito para investigar se pizzas de carne de sol com nata — prato típico da região — podem estar relacionadas à morte da vítima e à hospitalização de mais de 100 pessoas.
Raíssa Maritein Bezerra e Silva, de 44 anos, esteve no restaurante acompanhada do namorado. No local, o casal consumiu a pizza de carne de sol. O homem chegou a receber atendimento médico após passar mal, mas não apresentou complicações graves. Já Raíssa deu entrada no Hospital Regional de Pombal em estado gravíssimo, foi internada na UTI, mas não resistiu e faleceu na terça-feira (17).
De acordo com o delegado Rodrigo Barbosa, apenas os resultados das perícias poderão confirmar se o alimento foi o responsável pelos casos de intoxicação. “A suspeita recai sobre esses materiais, mas precisamos identificar se se trata de alimento estragado ou da presença de algum agente tóxico, como inseticida ou veneno. Também é necessário apurar se houve contaminação acidental ou intencional”, explicou.
O delegado afirmou ainda que a hipótese de envenenamento proposital é considerada improvável, já que funcionários da pizzaria também consumiram o produto e passaram mal. “Atualmente, trabalhamos com a possibilidade de contaminação acidental. A própria equipe consumiu o alimento na noite de domingo e apresentou sintomas. Um dos funcionários, por exemplo, passou mal em menos de 10 minutos”, declarou.
Segundo as investigações, um administrador do estabelecimento informou em depoimento que a carne utilizada na pizza foi comprada no sábado (14), um dia antes de ser servida. A nata também teria sido preparada na mesma data.

As apurações seguem com análises periciais realizadas em conjunto com a Vigilância Sanitária, envolvendo todos os ingredientes utilizados no preparo. Amostras foram coletadas tanto no próprio estabelecimento quanto de uma pizza enviada à residência de um cliente.
“Estão sendo realizados exames nos alimentos da pizzaria, em restos de pizza guardados por um cliente e também exames toxicológicos. No caso da vítima, apenas a perícia poderá confirmar os resultados”, informou o delegado.
Os exames periciais, tanto dos materiais coletados quanto do corpo da vítima, estão sendo conduzidos pela Polícia Civil e por órgãos de saúde, como a Agevisa-PB. Em vídeo enviado ao g1, a advogada Raquel Dantas, que representa o dono da pizzaria, Marcos Antônio, lamentou a morte da mulher e os transtornos causados.
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