Novas informações sobre a morte do canadense Karl Van Roon foram divulgadas nesta sexta-feira (20). O estrangeiro estava desaparecido desde 2022, quando deixou o país. A família só encontrou seu paradeiro em 2025, com ajuda de uma ferramenta de inteligência artificial.
De acordo com o g1, Karl vivia em situação de rua em Santos, no litoral de São Paulo, e morreu em 2024 após sofrer uma embolia pulmonar. O caso só começou a ser esclarecido quando os pais, Heidi e Terry Van Roon, decidiram inserir uma foto do filho em uma ferramenta de IA. Eles encontraram uma reportagem publicada em junho daquele ano sobre um homem desconhecido que vivia nas ruas da cidade e se comunicava por linguagem de sinais, mas compreendia inglês e italiano.
Segundo a reportagem, Karl chegou a ser abordado por equipes da Secretaria de Desenvolvimento Social de Santos, mas recusou acolhimento. Não há informações sobre o que o levou a interromper o contato com a família ou a viver em situação de rua no Brasil.

A confirmação da morte veio após os pais entrarem em contato com a Polícia Civil. O canadense foi encontrado sem vida no dia 9 de junho de 2024, em uma calçada da Rua Braz Cubas. Como ele não tinha documentos, o corpo foi registrado como não identificado e enterrado como indigente no Cemitério da Areia Branca, em 18 de junho daquele ano. “À época, não havia documentação ou confirmação oficial de identidade civil, motivo pelo qual o registro seguiu como pessoa desconhecida”, informou a Secretaria de Desenvolvimento Social em nota.
Em nota, o delegado Thiago Nemi Bonametti, da 3ª Delegacia de Polícia de Investigação sobre Homicídios de Santos, afirmou que os familiares reconheceram Karl por meio de fotografias do corpo no Instituto Médico Legal (IML). Em seguida, as impressões digitais foram enviadas à polícia de Vancouver, que confirmou a identidade.

Agora, a família tenta organizar o translado do corpo para o Canadá. Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Social de Santos, ainda não houve notificação oficial pedindo apoio da Prefeitura para o procedimento. “Após eventual formalização oficial da demanda, os órgãos competentes poderão orientar quanto aos procedimentos necessários, dentro dos limites legais, permanecendo a secretaria à disposição para prestar esclarecimentos institucionais, conforme os registros disponíveis”, concluiu a pasta, em nota ao g1.
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