Justiça de MG toma decisão sobre caso de mulher que matou namorado e cortou órgão genital após flagrá-lo “alisando” a filha dela

Crime ocorreu em março do ano passado, quando a mulher dopou o homem, e o matou com facadas e pauladas

A Justiça de Minas Gerais absolveu uma mulher acusada de matar o companheiro após um episódio envolvendo a filha, em Belo Horizonte. O caso foi julgado pelo Tribunal do Júri e teve decisão divulgada nesta quarta (25). Entenda o que levou ao veredito.

A Justiça de Minas Gerais absolveu a mulher que matou o companheiro após flagrá-lo assediando a filha. De acordo com o g1, a decisão foi divulgada nesta quarta-feira (25). O caso ocorreu em março do ano passado, no bairro Taquaril, na Região Leste da capital mineira.

O julgamento foi realizado pelo Tribunal do Júri de Belo Horizonte, que considerou a acusada inocente. Segundo o portal, a juíza Maria Beatriz Fonseca Biasutti declarou improcedente a denúncia apresentada contra a mulher.

O crime aconteceu na madrugada de 11 de março de 2025, quando o homem, de 47 anos, mantinha um relacionamento com a ré. De acordo com a acusação, a mulher teria agido após presenciar o companheiro assediando sua filha, de 11 anos, dentro da própria casa.

O homem teria chegado por volta da meia-noite, sob efeito de drogas. Segundo o relato, ele foi direto ao quarto da criança e começou a alisar sua perna. A mulher contou que fingiu não ver, chamou o homem para beber cerveja e colocou gotas de clonazepam na bebida. Depois, tiveram relações sexuais para “facilitar o crime”.

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Quando o homem dormiu, ela o esfaqueou e bateu em sua cabeça com um pedaço de madeira. O Ministério Público detalhou que a acusada “cortou o órgão genital da vítima, enquanto ela ainda se encontrava viva, e, por fim, ateou fogo no corpo dela“.

O corpo foi removido do local pelas autoridades e levado para o IML. (Foto: Dirceu Aurelio/Governo de Minas Gerais)

Ainda conforme o processo, após o ataque, a mulher teria chamado um adolescente para ajudar a transportar o corpo até uma área de mata, onde a mutilação foi concluída e o cadáver incendiado. A Polícia Militar chegou ao local após uma denúncia sobre a desova de um corpo. Os agentes encontraram o cadáver carbonizado, com sinais de violência extrema.

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Um rastro de sangue levou os policiais até a residência da mulher, que confessou o crime no momento da abordagem. Em seu relato, ela afirmou que já desconfiava do comportamento do companheiro em relação à filha e que, anteriormente, havia visto mensagens de flerte enviadas por ele à menina.

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