Mais de duas décadas após o assassinato dos pais, Suzane von Richthofen decidiu reviver um dos casos mais emblemáticos do país. No documentário da Netflix com produção da Pulsa Filmes, intitulado provisoriamente de “Suzane vai falar”, a criminosa também abordou seu relacionamento com Sandrão.
As duas se conheceram em Tremembé, quando cumpriam suas penas em regime fechado. Segundo Suzane, o envolvimento amoroso foi motivado pela solidão, em um contexto de isolamento dentro do sistema prisional.
O documentário, por sua vez, também trouxe a versão da então diretora da unidade, que contestou percepções anteriores. Conforme o portal de Leo Dias, ela também afirmou que Sandrão não exercia qualquer liderança no “presídio dos famosos”, ao contrário do que é dito na mídia. Além disso, a funcionária descreveu a ex-detenta como uma pessoa “fofa”.

O longa também exibiu críticas às condições de unidades prisionais por onde Suzane passou, e o relato sobre um episódio de assédio que a criminosa alegou ter sofrido por parte de um promotor de Justiça em Ribeirão Preto. O caso teria, inclusive, influenciado sua transferência para Tremembé.
Apesar do conteúdo revelador e declarações inéditas de Richthofen para além do caso, o documentário ainda não tem data de estreia definida. Ele foi disponibilizado para um grupo seleto de assinantes da Netflix, sem finalização completa, com ausência de correção de cor e inserções de reportagens antigas.
Suzane foi condenada a 39 anos de prisão pelo assassinato dos pais, Manfred e Marísia von Richthofen, em 2002. Ela cumpre liberdade condicional desde 2023, e vive no interior de São Paulo com o marido, o médico Felipe Zecchini Muniz, e o filho.
Já Sandrão recebeu uma sentença de 27 anos pela participação no sequestro de Talisson Vinicius da Silva Castro, que resultou na morte do garoto de 14 anos. Ela mora em Mogi das Cruzes, onde fixou residência desde que passou ao regime semiaberto, em 2015.
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