O Ministério Público de São Paulo abriu uma investigação, nesta terça-feira (7), contra Celso Portiolli e o SBT. Segundo a coluna de Gabriel Vaquer, da Folha de S. Paulo, o órgão deseja saber se o apresentador e a emissora praticaram maus-tratos contra uma rã durante uma das exibições do “Domingo Legal”.
De acordo com o colunista, a queixa-crime foi apresentada pela ONG Canto da Terra e pelo Instituto Thaís Vidotto, os mesmos que processaram a TV Globo por conta do documentário “Vida de Rodeio”, em 2025.
A suposta violência contra o animal teria ocorrido durante o quadro “Cardápio Surpresa”, exibido durante o programa do dia 22 de março. Na atração, uma chefe de cozinha oferece para os convidados famosos, iguarias exóticas, que incluem bichos crus ou animais que causam asco no público.

No episódio em questão, Portiolli recebeu o influenciador Lucas Guimarães e a cantora Manu Bahtidão. O momento polêmico começou quando a rã escapou e o apresentador precisou correr pelo cenário para recuperá-la. “Estou com a mão na perereca!“, brincou ele, arrancando risadas da plateia.
Na sequência, a chef que preparou o prato disse que outras rãs foram trituradas no liquidificador para realizar uma espécie de sopa da qual os convidados tiveram que provar no palco. A cena viralizou nas redes sociais.
Assista:
🚨GRAVE: Hoje durante o programa ‘Domingo Legal’ uma rã (espécie semi-aquática) foi jogada, apertada, sacudida e até colocada dentro de um copo de suco. Praticamente usada como animal de circo, que ao meu ver, configura maus-tratos.
e se fosse um cachorro ou um gato? pic.twitter.com/uzsR8lo6Uh
— the amazing carlos (@tuitacarlos) March 22, 2026
Diante da repercussão, as ONGs que combatem a violência animal divulgaram notas de repúdio contra Portiolli e a emissora, apontando que seria uma situação ultrapassada para ser exibida atualmente na TV.
“Isso não é entretenimento. É a banalização e a espetacularização da maldade. Quem vê animais como diversão e alimento participa do mesmo ciclo de exploração e crueldade. Animal não é conteúdo, não é entretenimento, nem comida. É alguém com interesses próprios, com vontade de viver. E esse caso não é de ordem ética ‘apenas’, é também uma questão legal“, declararam a ONG Canto da Terra e o Instituto Thaís Vidotto, em comunicado conjunto no Instagram.

Após a queixa-crime, o Ministério Público iniciou as diligências para apurar os fatos denunciados pelas ONGs. Ainda de acordo com Vaquer, Portiolli e o SBT devem ser notificados nos próximos dias para apresentarem suas defesas. Por enquanto, o apresentador não se pronunciou. A emissora, por sua vez, disse ao colunista que não se manifestará sobre o assunto.
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