A Superintendência da Polícia Federal de Minas Gerais concluiu, nesta quinta-feira (23), que a morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o ‘Sicário’ de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, se deu por suicídio. Segundo informações de Lauro Jardim, do jornal O Globo, o óbito não foi provocado por outra pessoa ou algum tipo de pressão sofrida.
A possibilidade de Mourão ter agido sob efeito de substâncias psicotrópicas também foi examinada, conforme Ana Flor, jornalista da GloboNews. Uma equipe da PF irá ao Supremo Tribunal Federal (STF), ainda hoje, para apresentar os resultados ao ministro relator do caso Master, André Mendonça.
Depois de receber o relatório, a tendência é que Mendonça envie as conclusões à Procuradoria-Geral da República (PGR) para analisar um possível arquivamento.
Além de um vídeo que mostra toda a permanência de ‘Sicário’ na cela da PF, os agentes também ouviram testemunhas e pessoas próximas, e examinaram conversas dele. Embora o inquérito tenha sido concluído, os bens de ‘Sicário’ devem seguir bloqueados, pois indicam ser fruto de ações criminosas.

As investigações já apontavam o atentado contra a vida. No início de abril, para concluir os laudos, o Instituto Médico Legal (IML) de MG solicitou acesso às imagens da carceragem da PF, onde ‘Sicário’ estava detido no momento do ocorrido.
As imagens de segurança apontam que Mourão estava sozinho na cela. Ele chegou a tentar se enforcar duas vezes, foi socorrido por agentes e encaminhado ao hospital, mas não resistiu. A defesa confirmou a morte encefálica dois dias após a internação.
‘Sicário’ foi preso no dia 4 de março, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master. Sob custódia na Superintendência Regional da PF, ele tentou se enforcar com a própria camiseta. O apelido ‘Sicário’ foi dado pelos comparsas e é uma denominação para assassino de aluguel.
Mourão era apontado pela PF como integrante de uma “milícia privada” ligada a Vorcaro, atuando para levantar informações sobre desafetos, inclusive em bases de dados oficiais. Segundo relatório da PF, Mourão receberia a quantia de R$ 1 milhão por mês de Vorcaro como remuneração pelos “serviços ilícitos”.