Juliano Cazarré afirmou que as críticas que recebeu por seu novo curso sobre liderança masculina o ajudaram a conquistar mais alunos. O ator se manifestou à coluna de Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo, e comentou a polêmica. A proposta, com teor conservador, provocou comentários negativos de artistas nas redes sociais.
Em resposta, Cazarré disse que a repercussão acabou favorecendo a divulgação. “Eles têm direito à opinião deles e me fizeram um favor enorme. O evento explodiu. #gratidão”, declarou o ator. O projeto, segundo ele, busca reunir homens interessados em discutir o que define como “enfraquecimento masculino”.
Desde 2018, Cazarré tem se posicionado publicamente de forma mais enfática em pautas conservadoras. Em publicações no Instagram, ele afirmou que o evento surge como resposta ao que chama de “enfraquecimento dos homens”.
Um dos materiais de divulgação anunciou: “Ele sabia que ia apanhar e criou esse evento mesmo assim. Juliano Cazarré já foi cancelado várias vezes — por afirmar que pai e mãe têm papéis diferentes, por defender a família, por não pedir desculpas por ser homem… E, em vez de recuar, decidiu ir mais fundo”.
Nos comentários das publicações, colegas de profissão reagiram. Marjorie Estiano foi uma das primeiras a se posicionar:“Juliano, você não criou [o movimento]… Você só está reproduzindo em maior ou menor grau, na verdade, um discurso que já é ampla e profundamente difundido, enraizado e que mata mulheres todos os dias. Por favor, dá uma olhada pra isso”.
Já Paulo Betti ironizou o tom das publicações: “É tanto convencimento que ele se refere a si na terceira pessoa como se fosse uma entidade”. Claudia Abreu, por sua vez, comentou: “Num país com recorde de feminicídios…”
A atriz Elisa Lucinda também criticou duramente a iniciativa, classificando-a como um “delírio”: “Desculpa, meu colega Cazarré, mas não me parece razoável tamanho atraso no seu pensar. Você está indo na contramão dos avanços do mundo. E o pior, em nome de um Jesus nada preconceituoso. Jesus era de esquerda. Multiplicação dos peixes nunca foi coisa de Direita. O Bolsa Família parece mais com planos de Jesus. Já assinar embaixo as loucuras do Trump, por exemplo, me parece coisa dos romanos que mataram Jesus. Acho essa iniciativa da Forja aí um grande e preocupante delírio”.
Guta Stresser reforçou a crítica, alinhando-se à fala de Elisa Lucinda e questionando o uso de referências religiosas no discurso do evento. “Não concordo com o que diz o colega, sinto muito, mas o que acredito está na resposta da maravilhosa Elisa Lucinda. Muito sábia e espiritualizada, sabe que Jesus foi perseguido e morto, inclusive, pelos “fariseus”, romanos e “vendilhões do Templo”… Vocês querem ser ruins? Sejam. Mas não usem mais o nome do nosso Cristo, que deu a própria vida em sacrifício por TODOS nós. Inclusive os ‘vendilhões do Templo'”, pontuou.
Já Júlia Lemmertz escreveu: “Que Deus tenha piedade dessa nação, já dizia Eduardo Cunha”. Betty Gofman lamentou: “Gente, que criatura incompreensível esse ator, esse homem”. Silvia Buarque, por fim, resumiu: “Desculpe, mas é um equívoco atrás do outro”.
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