STJ toma decisão sobre habeas corpus de dono da Choquei, preso em operação da PF

Raphael Sousa Oliveira é investigado por suposta atuação como operador de mídia em esquema bilionário; defesa promete recorrer da decisão

O STJ negou o pedido de liberdade de Raphael Sousa Oliveira, dono da Choquei, preso na operação Narcofluxo da Polícia Federal. A ação investiga um grupo suspeito de movimentar bilhões e aponta o influenciador como operador de mídia.

Na tarde desta sexta-feira (24), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido liminar de liberdade para Raphael Sousa Oliveira, dono da página Choquei. A solicitação foi apresentada em caráter de urgência após a prisão do influenciador na operação Narcofluxo, da Polícia Federal, que investiga uma organização criminosa suspeita de movimentar R$ 1,6 bilhão.

Apontado como suspeito de receber “altos valores” para atuar como operador de mídia do grupo, Raphael teria ligação com outros dois nomes também presos na operação: MC Ryan SP e MC Poze do Rodo. Segundo as investigações, ele receberia pagamentos diretamente de MC Ryan e de outras duas pessoas para que a página Choquei — que soma mais de 27 milhões de seguidores no Instagram — atuasse na chamada “mitigação de crises”.

Na quinta-feira (23), após novo pedido da Polícia Federal com apoio do Ministério Público Federal (MPF), a Justiça Federal converteu as prisões temporárias em preventivas, por tempo indeterminado, de ao menos 36 investigados na operação. A decisão também manteve a prisão domiciliar e a aplicação de medidas cautelares a outros três envolvidos.

Ainda na quinta (23), a defesa de Raphael informou que recorreria imediatamente da prisão preventiva. Além dele, outros 35 investigados tiveram as prisões convertidas para o mesmo regime. A decisão foi assinada pelo relator e ministro Messod Azulay Neto, que determinou que Raphael e os demais investigados permaneçam presos em Goiás.

Foto de Rafael após a prisão circulou nas redes sociais. (Foto: Reprodução/Polícia de Anápolis)

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Em nota, o advogado Pedro Paulo de Medeiros afirmou que pretende acionar o Tribunal Regional Federal da 3ª Região, o STJ e, se necessário, o Supremo Tribunal Federal (STF) para “restabelecer a Constituição”.

De acordo com a defesa, a decisão não individualiza a fundamentação contra Raphael e não apresenta “elementos concretos e específicos que justifiquem a imposição da medida extrema” em relação ao investigado.

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