João Guilherme se abre sobre atual relação com o pai, Leonardo: ‘Não é um devaneio da minha cabeça’; assista

O artista refletiu sobre a convivência com o cantor e admitiu que deseja ser mais próximo a ele

João Guilherme se abriu sobre a relação com Leonardo e a distância entre eles. Para o videocast "Alt Tabet", o artista abordou as diferenças, a expectativa de proximidade e as brigas familiares.

João Guilherme se abriu sobre a relação com o pai, Leonardo. Em entrevista ao videocast “Alt Tabet”, divulgada nesta quarta-feira (29), o artista disse que vê o relacionamento com o cantor como um processo em construção, e afirmou que a distância sempre foi um obstáculo entre os dois. Ele ainda refletiu sobre as brigas na família.

Filho mais novo de Leonardo com Naira Ávila, ele expressou o desejo de estar mais próximo do sertanejo e definiu o vínculo com uma palavra: “esperança”. “Acho que esperança talvez não é adjetivo para relação, mas acho que ter uma palavra assim [que descreva] é uma esperança, uma esperança de tudo: de uma conexão, de uma proximidade, uma esperança de poder a gente talvez ter mais momentos ali de pai e filho, que não, esporadicamente“, declarou.

Para o ator, que mora em São Paulo, a distância sempre foi um obstáculo entre ele e o cantor, que vive em Goiânia. “Para além de uma agenda dele, de uma agenda minha, de uma agenda dos meus irmãos, para fazer encontrar, sempre foi complicado, tem essa questão da distância“, explicou.

Mas eu tenho essa esperança, eu acredito mesmo, e não só acredito, não é um devaneio da minha cabeça, eu sinto que a gente está nesse processo, de todo mundo se aproximar um pouco mais. E isso vem um pouco de uma maturidade, de olhar e falar: ‘E aí família, qual que é a dificuldade da gente estar junto?’“, argumentou.

João Guilherme ao lado do pai, Leonardo, e dos irmãos. (Foto: Reprodução/Instagram)

O ator também falou sobre as divergências de pensamento entre ele e Leonardo. Os dois já discordaram publicamente, inclusive, por questões políticas. Em outubro de 2022, João Guilherme chegou a criticar o pai por apoiar Jair Bolsonaro. Ele, por sua vez, revelou que acredita ser admirado pelo cantor.

O fato de eu ter construído uma história em paralelo da história dele, ser um cara apaixonado pelo o que eu faço, e que pensa diferente dele“, pontuou. “Não é que eu chego lá na fazenda do meu pai, visto o chapéu, [faço] piadinha machista, e aí é ‘vamos, Bolsonaro’. Isso não existe, meu amigo. Eu chego lá e eu sou o cara que eu sou aqui na minha casa, sou o cara que eu sou na internet quando preciso me posicionar, o mesmo cara“, garantiu.

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João Guilherme também defendeu o diálogo como base da convivência familiar. “Ai deles se puxarem um assunto delicado, porque vou ter argumentos. ‘Vamos querer ter essa conversa?’. E é sempre no amor, porque minha vida inteira fui criado assim pela minha mãe. Eu posso contar em uma mão as vezes que minha mãe já me bateu. É na conversa“, destacou.

E eu sei que meu pai me admira por isso, num lugar de inteligência. Eu já ouvi meu pai falando para os amigos deles, ‘Ah, o João Guilherme é muito inteligente’“, disse. “E na família, [dialogar] é o melhor caminho, principalmente na relação entre pai e filho, que seja. Uma coisa é você se encontrar com um estranho, que discorda de tudo que você acredita. Outra coisa é você ter uma atitude dessa com a família. A gente vê tantas famílias se separando por valores. É bobagem“, salientou.

Brigas em família

A entrevista do ator vem após Jéssica Beatriz Costa, filha de Leonardo, revelar o afastamento da irmã, Monyque Isabella Costa, e uma briga com o cantor. Para João Guilherme, brigas podem ser normais, mas é importante buscar compreender o outro. “[A briga] é quase sempre entre um jovem e uma pessoa mais velha. E a gente sabe o que é isso, são pessoas que foram criadas de maneiras diferentes. Se eu não fosse criado pela minha mãe, pela minha família, eu seria outro cara, completamente diferente. E meu pai foi criado por outra mãe, outro pai, outra realidade, outro contexto. Não sou eu que vou chegar, bater o pé e falar: ‘Ou é assim ou você não me vê mais’. Isso não existe, é minha família. Por mais distante que seja, são as pessoas que eu amo“, afirmou.

Tem relação mais doida que família? Tem pessoas que fariam tudo por você, e não importa se eu te vejo duas, três vezes no ano. A gente veio junto, faz parte da mesma proposta. Então, eu luto pela minha família e ajudo a estar mais próximo. Às vezes, as pessoas ficam caladas e não falam as coisas. E eu pergunto: ‘Por que você não me responde? Está com algum problema?’. Por que se está com algum problema, eu vou entender como posso fazer para resolver. Às vezes, vejo meu pai com uma questão com outro filho e fico: ‘Ahn? Por quê? Vocês já conversaram?’. A pessoa não tem vontade de resolver, mas talvez isso não faça parte desse hábito de sentar e conversar. Falta um pouco disso no mundo“, completou.

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