Will Smith: Justiça dos EUA toma decisão sobre processo movido por violinista contra ator por assédio sexual e demissão indevida

No início deste ano, o músico disse que foi vítima de assédio durante a turnê mundial do ator, “Based on a True Story: 2025”

Nos Estados Unidos, a Justiça decidiu sobre o processo envolvendo Will Smith. O violinista Brian King Joseph o acusou de assédio sexual e demissão indevida. O juiz arquivou a queixa, mas permitiu que o músico reformule a ação.

A Justiça dos Estados Unidos tomou uma decisão no processo envolvendo Will Smith. O violinista Brian King Joseph entrou com uma ação contra o ator, em janeiro deste ano, acusando-o de assédio sexual, demissão indevida e retaliação. Segundo o TMZ, em publicação nesta quinta-feira (7), o juiz responsável pelo caso decidiu arquivar a queixa.

O magistrado concordou com a defesa do ator. Na decisão, ele afirmou que o caso não configura assédio sexual, por “não apresentar de forma adequada uma conduta suficientemente grave ou recorrente”. 

De acordo com a queixa obtida pela Page Six, Brian afirmou que teria sido “preparado e condicionado deliberadamente” para uma suposta exploração sexual após ser convidado, em novembro de 2024, a integrar a turnê mundial “Based on a True Story: 2025”. O músico sustentou que os acontecimentos que se seguiram durante a turnê foram traumáticos e decisivos para o rompimento da relação profissional.

Músico de 33 anos processou o ator. (Foto: Reprodução/ Instagram)

O processo detalha um suposto episódio ocorrido em março de 2025, quando o violinista disse ter encontrado sinais de que alguém entrou em seu quarto de hotel, em Las Vegas, sem qualquer indício de arrombamento. Segundo o relato, o local apresentava objetos que ele interpretou como uma ameaça.

O juiz, porém, destacou que Brian não conseguiu comprovar que apenas Smith ou sua equipe teriam acesso ao quarto. Isso porque o violinista havia deixado sua bolsa, com a chave do quarto, dentro de uma van com outros membros da equipe, antes de recuperá-la horas depois.

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Apesar de o processo ter sido arquivado, o magistrado permitiu que Brian altere a queixa e tente corrigir os pontos que levaram à rejeição. O violista também citou em sua ação a Treyball Studios Management, Inc., empresa associada ao artista.

Advogado de Smith negou as alegações. (Foto: Getty)

Entre os itens citados no processo, está um bilhete manuscrito com a frase “Brian, voltarei… só nós”, além de lenços umedecidos, uma garrafa de cerveja, um frasco de medicamento para HIV com o nome de outra pessoa e outros objetos. Para Brian, os elementos configurariam uma “ameaça sexual de violência”.

Ainda de acordo com o documento, o violinista afirmou ter temido que uma pessoa desconhecida retornasse ao quarto com a intenção de forçá-lo a manter relações sexuais. Esse medo o levou a comunicar o ocorrido à equipe de gerenciamento ligada a Will Smith. No entanto, após Brian revelar o episódio, ele teria sido repreendido por um integrante da produção da turnê e, na sequência, informado de que estava sendo demitido.

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