Nova vítima revela acusações e sugere motivação de patroa denunciada por agressão; empresária fala pela 1ª vez e surpreende

Sândila Manoely Ferreira contou ao “Domingo Espetacular” a experiência que teve ao trabalhar como babá do filho de Carolina Sthela, há três anos

Ao "Domingo Espetacular" deste domingo (10), Sândila Manoely Ferreira relatou a experiência que teve ao trabalhar como babá do filho de Carolina Sthela, há três anos. Ela revelou as acusações que ouviu da patroa e ainda sugeriu a motivação por trás dos atos.

No “Domingo Espetacular” deste domingo (10), Roberto Cabrini conversou com outra jovem que relatou uma experiência semelhante com Carolina Sthela Ferreira dos Anjos. Sândila Manoely Ferreira, hoje com 22 anos, contou que foi vítima da empresária há três anos quando trabalhava como babá de um dos filhos da patroa. “Ela faz qualquer pessoa que trabalha com ela adoecer psicologicamente”, declarou.

Segundo Sândila, a situação teve início da mesma forma que o atual crime pelo qual Carolina foi presa. “A acusação aconteceu depois de num passeio. Foi em uma sexta-feira, ela me ligou 15h, perguntando se eu tinha visto a pulseira da criança e que se eu não entregasse, ela iria na delegacia falar que eu tinha roubado”, narrou.

Um dos áudios exibidos pela reportagem confirma a versão da jovem. “Eu estou indo na delegacia agora com todos os seus documentos, e vou dizer que você roubou a pulseira do meu filho”, disse Carolina. Ao jornalista, ela negou que os casos sejam parecidos.

“O que aconteceu com essa babá, há três anos, não foi nada do que estão falando que aconteceu com Samara [doméstica, grávida, que a denunciou por agressão]. O que aconteceu com essa babá foi que eu mandei um áudio para ela. Sumiu uma pulseira do meu filho, ela me mandou uma mensagem dizendo que estava indo embora, enquanto eu estava chegando de viagem do aniversário do meu filho. E eu pedi que ela me esperasse para que a gente pudesse ver o que tinha acontecido”, alegou a empresária.

Cabrini conversou com outra vítima de patroa acusada de agressão (Foto: Reprodução/Record TV)

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Conforme a acusada, Sândila teria dito que ia embora porque “não ia pagar nenhuma pulseira”. A patroa ressaltou que as duas não tiveram contato entre o período em que ela saiu para viajar e chegou em casa. A moça, então, detalhou como agiu após receber o áudio de Carolina.

“Foi quando eu falei para ela: ‘Você pode ir na delegacia, pode ir aonde você quiser, tem todo o seu direito. Mas eu não roubei nada’. Me senti ameaçada só por ela ter falado que eu tinha roubado algo que eu não roubei”, admitiu. À época, Sândila tinha 19 anos, coincidentemente a mesma idade de Samara.

A antiga babá ainda sugeriu que Carolina estabelece seu alvos a partir das condições financeiras. “Eu percebi… Ela faz isso com pessoas que são de classe baixa. Que nem eu, que nem a Samara. Não é porque a gente é simples que a gente faz esse tipo de coisa”, defendeu-se Sândila.

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Ela enfatizou que só dará o caso como encerrado quando a justiça for feita. “Isso não foi um capítulo virado ainda. Pra mim, vai ser virado mesmo quando a justiça for feita. O que eu quero é que ela pague por tudo o que ela fez, tanto comigo quanto com a Samara”, completou.

Questionada por Cabrini se deve um pedido de desculpas à doméstica grávida que a acusou de agressão, a patroa respondeu: “Eu acho que ambas precisam se desculpar. Porque o que eu estou passando não aconselho para ninguém. E peço perdão para ela, se eu, algum dia, a causei algum mal. Nunca foi a minha intenção e eu jamais faria nada que pudesse prejudicar a vida dela ou do seu filho”.

Carolina foi detida sob suspeita de tentativa de fuga do Piauí, na última quinta-feira (7) (Foto: Reprodução/Record TV)

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“Quando a senhora diz que deveria pedir desculpas para ela, a senhora se refere a que exatamente? E essas acusações de tentativa de homicídio e tortura?”, quis saber o jornalista. “A acusação que eu possa ter feito, o julgamento que eu possa ter feito. Eu acredito que o Brasil não me conheça. Mas quem me conhece de verdade sabe que eu não sou essa pessoa que estão querendo mostrar. Eu não fiz nada disso, eu não sou homicida, eu não sou criminosa”, concluiu a empresária.

Carolina está presa preventivamente em uma cela isolada do Presídio Feminino de Pedrinhas, no Maranhão, enquanto espera a decisão do caso. Ela foi condenada a seis meses de detenção por calúnia. Por ser réu primeira, a pena foi convertida em serviços comunitários. A empresária também responde por outros processos. Em um deles, foi acusada pela própria irmã de desviar pouco mais de R$ 20 mil de sua empresa.

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“A gente vai analisar as provas somente após a conclusão do inquérito. Seria muito precipitado da nossa parte tratar sobre provas nesse momento inicial, que é a fase inquisitorial. Devemos aguardar até para uma questão prática e de estratégia de defesa”, explicou o advogado da patroa, Otoniel Chagas Bisneto.

A defesa de Carolina também argumentou que houve exagero nos relatos apresentados pelas vítimas e sugeriu problemas psicológicos como justificativa para qualquer comportamento inadequado demonstrado pela empresária naquele dia específico.

Assista à íntegra:

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