Whindersson Nunes conta o que motivou internação e detalha cenas marcantes que viu em clínica: ‘Não sabia que existia’; assista

O humorista também falou o que facilitou o seu acesso às drogas

Whindersson Nunes falou sobre sua internação voluntária em uma clínica de reabilitação e revelou os motivos que o levaram a buscar ajuda em 2025. O humorista também comentou os desafios enfrentados durante o tratamento e fez reflexões sobre excessos.

Whindersson Nunes falou sobre sua internação voluntária em uma clínica de reabilitação, em fevereiro de 2025. Em conversa com Maya Massafera, divulgada nesta segunda-feira (11), o humorista revelou que decidiu buscar ajuda após entender que o bem-estar e o autocuidado não estavam relacionados ao uso de entorpecentes.

O artista, de 31 anos, disse que além da depressão, a internação também foi devido à dependência química. “Substâncias. Foi por tudo. Quando você está em depressão… eu fui buscar filosofia, sabedoria, alguma coisa que me deixasse mais tranquilo, viver a vida mais tranquilo, depois que eu já tinha descoberto todo tipo de droga“, declarou.

Segundo Whindersson, o “meio artístico” facilitou o acesso às drogas. “No meio artístico, você vai a todo lugar, todo mundo tem tudo, todo mundo fala tudo… e eu sempre fui essa pessoa do ‘agora’. Então, [eu perguntava]: ‘O que é isso aí? Bota aí pra mim. Quem é que trouxe daquele? E vai indo’. Quando você vê, já está em um ponto preocupante“, afirmou.

Acho que o ruim de qualquer coisa é o excesso. Por exemplo, remédio é para ser uma coisa boa, mas tem gente que se tremer um pouquinho vai e pega três [cápsulas] e joga pra dentro“, demonstrou.

Whindersson se internou voluntariamente em fevereiro de 2025. (Foto: Reprodução/TV Globo)

Na sequência, o humorista detalhou o que viu durante o tempo na clínica. “Se você for tomar um remédio para dormir e dorme, show. Lá [na clínica] tinham pessoas viciadas em remédios para dormir e não dormiam. Eu descobri isso, não sabia que existia isso. Tinha uma moça que tomava 50 remédios por dia. E ela conversava normal comigo“, compartilhou.

São pessoas felizes, tranquilas, de boa. Só que tinham esse agravante, de tomarem um monte de coisa. Quando que 50 da mesma coisa faz bem? Não precisa nem ser remédio. 50 copos de água. Ninguém toma isso. Isso é loucura, não precisa. Acho que é mais sobre o excesso das coisas junto com depressão e outras coisas“, salientou.

Veja:

Whindersson também contou ter ficado sem o celular durante os dois meses de internação. “Fui ali ficar em um lugar onde eu não posso me influenciar com nada, nem com o celular. Foram dois meses sem o celular“, disse, ressaltando que ficou em duas clínicas diferentes no processo. O humorista ainda falou ter ficado sem relações sexuais. “Você tá doido, encontra outro doido, e vai fazer um doidinho? Não pode“, brincou. “Não pode estar se relacionando. Às vezes, o vício da pessoa é sexo e isso a leva a cheirar, tomar sei lá o quê“, justificou.

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O artista afirmou que fala abertamente sobre uso de drogas, depressão e abuso para que sua história ajude outras pessoas. “Muita gente me procura me tendo como uma pessoa que tem as respostas, talvez porque eu tenha vindo de um lugar muito difícil e me tornei quem eu me tornei. ‘Poxa, ele deve saber de alguma coisa’. Geralmente, para eu fazer essa pessoa acreditar no que estou dizendo, eu tenho que me fazer um pouquinho menor e tenho que me expor“, completou.

Assista à entrevista completa:

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