O número de furtos em aeroportos, principalmente em São Paulo, tem aumentado nos últimos tempos. Conforme uma reportagem da TV Globo, divulgada nesta terça-feira (19), quadrilhas têm se aproveitado de momentos de distração dos passageiros para levar malas, mochilas e outros pertences.
Também conhecido como Aeroporto de Cumbica, Guarulhos concentra a maior parte dos casos. Nos três principais aeroportos da cidade paulista, os furtos cresceram mais de 20% nos três primeiros meses deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. Só em Guarulhos, foram registrados nove em cada dez casos.
Imagens de câmeras de segurança mostraram como os criminosos agem. Em um dos flagrantes, um homem é visto segurando uma mochila e aparenta falar ao telefone, enquanto observa um passageiro distraído, tomando café e mexendo no celular.
A bagagem dele estava no chão, sem proteção. Em poucos segundos, o suspeito se aproximou, trocou as mochilas e deixou o local discretamente.

Em outro caso, um casal chega de um voo internacional em Guarulhos. Eles colocam as malas em um carro, mas esquecem a última na calçada. Minutos depois, um homem em um veículo identificado como táxi percebe a bagagem, a coloca em seu porta-malas e vai embora.
Ao todo, 501 furtos foram registrados nos três principais aeroportos paulistas no primeiro trimestre deste ano. A Polícia Civil prendeu 33 pessoas suspeitas de envolvimento nos crimes.
Segundo os investigadores, os suspeitos circulam pelos aeroportos fingindo ser passageiros. “Esses criminosos atuam de forma muito dissimulada. Eles se vestem como pessoas que realmente estão indo viajar. Normalmente eles têm uma mochila nas costas, às vezes duas, e podem estar ao lado da vítima sem levantar suspeitas”, explicou o delegado Luiz Alberto Guerra.
A polícia destacou que esse tipo de crime é difícil de ser evitado, e o trabalho de identificação costuma começar após a denúncia da vítima. “A gente faz toda uma análise retrospectiva das imagens das câmeras para identificar os movimentos do suspeito”, contou o delegado.
Por essa razão, os especialistas reforçaram a importância de medidas de prevenção, como manter bolsas e malas sempre próximas, usar cadeados e redobrar a atenção com documentos pessoais.

A reportagem também conversou com passageiros no local. “Tenho muito medo de perder documentos. Qualquer descuido pode virar um grande problema. Então fico sempre de olho nas minhas coisas”, afirmou Marina Moura, aposentada.
Já a professora Luzimar disse que criou estratégias para evitar os furtos. “A gente amarra uma bolsa na outra e evita se afastar. Qualquer coisa que levem faz falta”, observou ela.
Desde o início deste mês de maio, as penas para o crime de furto ficaram mais rígidas após a sanção de uma nova lei. Agora, a sentença máxima pode chegar a seis anos de prisão. Antes, era de quatro anos.
Assista à íntegra:
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