Ratinho sofreu um revés na Justiça em ação movida contra Erika Hilton após falas da deputada federal sobre ele e sua família. Para o promotor do caso, o apresentador “extrapolou os objetivos da interpelação”. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (21), pela coluna de Fábia Oliveira, do Metrópoles.
Conforme a publicação, o imbróglio teve início após um tuíte de Erika, no X, em março deste ano. A parlamentar mencionou reportagens de 2016 que alegavam que Ratinho “submetia pessoas à escravidão em suas fazendas no Paraná”. A deputada também antecipou que faria denúncias “contra um escândalo” envolvendo um dos filhos de Ratinho e o crime de estupro de vulnerável.
Veja:
Sim, estou processando o apresentador Ratinho.
Sei que, pela audiência irrisória de seu programa, que até onde sei não agrada nem suas chefes no SBT, lhe resta apelar à violência.
Porque o que o apresentador cometeu foi uma violência, um ataque, e não foi só contra mim.… pic.twitter.com/F9Suqaf3b8
— ERIKA HILTON (@ErikakHilton) March 12, 2026
Após a publicação, o veterano da TV apresentou ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDF) sua interpelação. Em resumo, trata-se de um pedido formal de explicações em juízo à Erika. Ratinho afirmou que o pedido era uma preparação para, posteriormente, apresentar uma queixa-crime contra a deputada por crimes contra sua honra. Ele ainda classificou as falas como “inverídicas” e “ofensivas”.
No documento, o apresentador solicitou que Hilton responda: (I) qual de seus filhos estaria envolvido na prática criminosa, (II) em que circunstâncias o crime de estupro teria ocorrido, (III) em qual de suas fazendas ocorria trabalho escravo e (IV) em quais circunstâncias tais trabalhos aconteceram.

Já na segunda-feira (18), conforme a coluna de Fábia, o Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) se manifestou contra o pedido formulado por Ratinho. O promotor de Justiça Leonardo Carneiro Britto argumentou que o apresentador extrapolou os objetivos da interpelação.
Britto salientou que o instrumento serve para casos que contenham expressões nebulosas, ambíguas ou vagas que possam sugerir a prática de delito contra a honra. Ele sustentou estar evidente que o contratado do SBT compreendeu integralmente as falas de Hilton ao afirmar que elas são criminosas.
O promotor enfatizou que a interpelação não pode servir como meio de investigação ou para obter provas e informações forçadamente que respaldem uma futura ação criminal contra a deputada. Além disso, Britto declarou que parte das falas se refere ao herdeiro de Ratinho, a quem caberia formular o eventual pedido.
Com a manifestação, o representante do MPDFT determinou pelo não acolhimento dos pedidos de Ratinho. Agora, caberá ao juiz da 7ª Vara Criminal de Brasília, Omar Dantas Lima, decidir se a interpelação deve ou não ter continuidade.
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