Escalado para interpretar o pai de Silvana (Belize Pombal) em “Quem Ama Cuida”, Tony Tornado pediu para deixar o elenco da novela. De acordo com a Coluna Play, do jornal O Globo, o ator alegou que o ritmo de trabalho exigido em “Êta Mundo Melhor!” (2025) foi exaustivo e, por isso, prefere se dedicar a projetos mais curtos.
O veterano, que completou 96 anos em maio, segue contratado pela emissora apesar da saída da trama. Na novela, escrita por Walcyr Carrasco e Claudia Souto, o personagem que seria interpretado por Tornado entraria na história mais adiante. O pai de Silvana é descrito como um milionário marcado por dores do passado e conhecido pela postura rígida.
A trama também deve revelar uma antiga amizade entre ele e Arthur (Antonio Fagundes), encerrada após um acontecimento misterioso.
Viúva do irmão de Arthur, Silvana verá o filho, Tiago (Gui Ferraz), assumir a liderança da joalheria da família após a morte do personagem de Fagundes. No entanto, a nova posição colocará o jovem em conflito com Ingrid (Agatha Moreira), filha de Pilar (Isabel Teixeira), em uma acirrada disputa pelo poder.

A decisão do artista, entretanto, não representa uma despedida da carreira. Em entrevista à revista Quem, divulgada no sábado (30), Tornado reforçou que não pretende se aposentar. “Enquanto eu tiver saúde e disposição, quero continuar levando minha música e minha história adiante. Sou apaixonado pelo que faço e acho que isso é o que me move até hoje”, afirmou.
Apesar da idade, o ator segue envolvido em diferentes projetos. Recentemente, ele participou da segunda temporada de “Cangaço Novo” e também esteve entre as atrações da Virada Cultural de São Paulo. O artista reiterou que o contato com os fãs continua sendo uma das maiores motivações para permanecer em atividade.

O veterano ainda refletiu sobre a marca que deseja deixar e reforçou a importância da persistência diante das adversidades. “A mensagem que eu busco passar para as novas gerações é que ninguém deve desistir dos próprios sonhos. Eu enfrentei muitas dificuldades, preconceitos e momentos complicados na vida, mas nunca deixei de acreditar no meu caminho”, partilhou.
“A cultura, a música e a arte têm um poder enorme de transformação. Quero que os jovens entendam a importância da resistência, do respeito e da valorização da nossa história. Tudo que construí foi com muito trabalho, coragem e amor pelo que faço”, concluiu.
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