Clarice Piovesan, ex-mulher de Stênio Garcia, se manifestou pela primeira vez na disputa judicial envolvendo o usufruto de um apartamento em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro, avaliado em cerca de R$ 2 milhões. De acordo com a coluna Fábia Oliveira, do Metrópoles, ela apresentou sua contestação à Justiça nesta quinta-feira (28) e passou a rebater alegações feitas pelo ator no processo.
A ação foi movida por Stênio em junho de 2025, inicialmente contra as filhas do ex-casal, Cássia e Gaya Piovesan. O ator pede o direito ao usufruto do imóvel, que foi doado às herdeiras em 1986, mas sobre o qual ele afirma ter mantido uso vitalício enquanto estiver vivo. Nos autos, o artista também alegou dificuldades financeiras e abandono afetivo.
Em sua contestação, Clarice questionou a concessão da gratuidade de Justiça ao ex-marido. Assim como as filhas, ela argumentou que Stênio mantém um alto padrão de vida, mora em uma mansão e continua recebendo rendimentos pelos trabalhos realizados ao longo da carreira.
Patrimônio e ocultação de bens
Na manifestação, a aposentada afirmou que Stênio recebeu uma indenização milionária da Globo e possui diversos bens e imóveis que não estariam registrados em seu nome. Segundo ela, o ator teria ocultado parte de seu patrimônio e transferido bens para a atual esposa, Marilene Saade.

Clarice também alegou ter direito a 50% do usufruto do imóvel em disputa, no conflito que se arrasta desde 1994. De acordo com sua defesa, esse direito teria sido conquistado em uma ação movida por ela contra o ex-marido, mas não teria sido mencionado por Stênio ao começar com o processo atual.
Ainda segundo a contestação, o ator nunca registrou formalmente o usufruto na documentação do imóvel. A ex-esposa sustentou que ele jamais se opôs à utilização do apartamento nem exigiu qualquer compensação financeira pelo uso da propriedade ao longo dos anos.
Questionamento do usufruto
Em outro trecho da defesa, Clarice argumentou que o direito ao usufruto teria sido extinto por falta de exercício. Ela afirmou que Stênio nunca utilizou esse direito durante décadas, criando a expectativa de que ele não seria reivindicado futuramente.

A aposentada também contestou a justificativa de dificuldades financeiras apresentada pelo ator, alegando que a suposta crise econômica não seria suficiente para alterar uma situação consolidada há tantos anos.
Pedido de indenização
Clarice ainda pediu a revisão da liminar que determinou o depósito mensal de R$ 5 mil em uma conta judicial pelo uso do apartamento. Segundo ela, o valor estaria acima da média praticada no mercado e não refletiria o estado de conservação do imóvel.
Além de rebater os argumentos do ex-marido, a aposentada apresentou uma reconvenção, instrumento jurídico que permite ao réu fazer pedidos próprios dentro da mesma ação. Com isso, ela solicitou que a Justiça reconheça a extinção do usufruto reivindicado por Stênio e condene o ator ao pagamento de R$ 30 mil por danos morais.
A indenização seria uma forma de compensar os prejuízos psicológicos causados pelo caso, além das supostas omissões do artista e da exposição pública gerada pela repercussão do processo na mídia.
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