Pelos poderes de Grayskull, eles têm a força! Nesta quinta-feira (4), chega aos cinemas de todo o mundo o aguardado longa “Mestres do Universo“, que traz de volta às telonas o icônico herói dos anos 1980, He-Man. Em maio, os protagonistas Nicholas Galitzine e Camila Mendes passaram pelo Brasil para a première da produção, e o hugogloss.com conversou com a dupla sobre os bastidores do universo de Eternia.
Dirigido por Travis Knight, o filme acompanha o Príncipe Adam (Galitzine) em sua jornada para retomar sua identidade enquanto tenta, a todo custo, retornar a Eternia, seu lar. No entanto, o caminho se mostra mais difícil do que o esperado: cercado por perigos, Adam leva anos até reencontrar a Espada do Poder e, finalmente, assumir seu destino como o poderoso guerreiro He-Man.
Além de Galitzine no papel principal, o elenco conta com Mendes como a icônica Teela e o cantor Jared Leto como o temido vilão Esqueleto. Espia só o trailer:
Pela primeira vez adaptado em live-action, “Mestres do Universo” vai além dos efeitos especiais que dão vida a Eternia. Ao longo de meses de treinamento intenso, figurinos nada convencionais e muita convivência nos bastidores, Galitzine e Mendes também encontraram tempo para trocar referências pessoais — especialmente quando o assunto é música.
Durante o papo com a jornalista Izabella Arouca, a dupla revelou que Mendes — norte-americana de nascimento, mas filha de brasileiros — apresentou um pouco de sua cultura ao colega inglês. Questionado sobre o aspecto mais brasileiro que conheceu por meio da atriz, Galitzine destacou justamente sua essência: “Só o seu jeito de ser, no geral. Eu diria que a sua brasilidade, em geral”.
A influência foi além da convivência. Camila contou que, durante a preparação, fez questão de levar essa energia para os treinos: “Definitivamente houve uma fase do nosso período de treinamento em que eu colocava muita música brasileira. Teve uma hora que eu estava sambando lá, porque era uma energia muito boa. Treinar ouvindo música brasileira era uma vibe incrível”.
O impacto foi tanto que Galitzine incorporou o som ao seu dia a dia: “Na verdade, eu tenho uma playlist que é de funk brasileiro. Que é algo que eu gosto bastante!”. Entre risos, Camila reagiu: “Eu adoraria ver o Nick dançando funk!”. Sem perder o humor, o ator rebateu:“Vocês não sabem o que eu faço na privacidade do meu quarto de hotel!”

Do funk ao rock carregado de energia, a trilha sonora — dentro e fora de cena — teve papel importante na construção do universo do filme. Sob direção de Travis Knight, a produção aposta em momentos marcantes embalados por guitarras intensas, incluindo participações de Brian May e uma cena eletrizante ao som de “Princes of the Universe”.
Sobre o que ouviam durante a preparação física, Galitzine revelou um gosto eclético: “Eu vario bastante, mas ouço muito rap e hip-hop dos anos 90, tipo Beastie Boys e coisas assim. Mas eu também gosto de metal. Gosto de emo também, principalmente quando estou levantando peso. Limp Bizkit. Às vezes você precisa canalizar a raiva. Quando você está há 18 horas sem comer e está treinando, é tipo… isso é a única coisa que vai fazer esse halter sair daqui para lá”.
Camila também comentou suas inspirações musicais e a dificuldade de imaginar o som de Eternia: “Acho que meu gosto musical é tão eclético que não sei o que seria surpreendente. (…) É tão estranho pensar em que tipo de música existe em Eternia. Algo que me inspirou muito foi “Birds of a Feather” [de Billie Eilish]. Foi uma música muito importante para mim”.
Já Galitzine entrou na brincadeira e imaginou o lado mais emocional do herói: “Acho que é uma pergunta mais fácil para você, mas eu não sei como soa a música de Eternia. Eu acho que ele, o He-Man, ouviria algo mais emotivo, tipo Céline Dion. James Blunt, coisas assim. Algo que ele pudesse ficar encarando o espelho e deixar cair uma lágrima”.

Para além da preparação física, outro elemento essencial na construção do Príncipe Adam foi o figurino. Mantendo referências do desenho original dos anos 1980, o ator surge com a clássica placa peitoral com medalhão vermelho e a icônica minissaia de couro — look que, segundo eles, acabou aproximando ainda mais o elenco.
“Os laços foram criados unicamente por causa da saia”, brincou Camila. “Eles me viram [de saia] e disseram: ‘É dessa pessoa que eu quero ser próximo'”, completou Nicholas.

Bem-humorado, o ator também relembrou os bastidores inusitados das gravações: “Quer dizer, o filme inteiro é um grande ‘problema de figurino’ prolongado. Essa era minha sensação… Mas é tudo muito seguro, mas é engraçado como você acaba ficando tão próximo das pessoas. Quando eu era mais novo e não sabia que queria ser ator, nunca imaginei que iria trabalhar usando uma tanga e ter pessoas ali, em alturas bem estratégicas, fazendo ajustes. É algo com que você se acostuma surpreendentemente rápido”.
Camila, inclusive, participou desses momentos: “Acho que eu fiz um ajuste em algum momento. Uma das abas do seu figurino estava meio [torta], e eu pensei: ‘Ah, vou só ajeitar… foi mal. Ah, vamos arrumar isso'”.
Com Nicholas Galitzine, Camila Mendes, Idris Elba, Jared Leto e Monica Barbarro, “Mestres do Universo” estreia na quinta-feira, 4 de junho, nos cinemas. A entrevista completa com as estrelas da produção, você confere abaixo:
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