Mulher de 37 anos que fingiu ser criança recebeu presente inusitado da família que a acolheu; saiba mais

Investigação detalhou gastos assumidos pela família que acolheu mulher de 37 anos que fingia ter 12 anos

Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, presa em Joinville (SC) após confessar que se passou por uma criança de 12 anos, segue sendo investigada por estelionato e falsa identidade. O caso teve um novo desdobramento após a defesa informar que ela será submetida a um exame de sanidade mental.

Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, presa após se passar por uma criança de 12 anos, teve diversas despesas custeadas pela família que a acolheu, segundo informações divulgadas pelo g1 neste sábado (4). Entre os custos assumidos pelas vítimas, estava até um tratamento com caneta emagrecedora. O caso também ganhou um novo desdobramento após a defesa informar que ela deverá ser submetida a um exame de sanidade mental.

De acordo com Rodrigo Bueno Gusso, delegado responsável pela investigação, Amanda — que confessou ter fingido ser uma criança — recebeu amplo suporte financeiro da família. Durante os 14 meses em que viveu com o casal, em Joinville (SC), ela realizou um tratamento para obesidade com o medicamento Mounjaro, cujo valor pode variar entre R$ 1.400 e R$ 3.800 por mês.

Ainda segundo o delegado, a mulher, que se apresentava como Gabriele, chegou a ganhar uma festa de aniversário para celebrar os 12 anos que dizia ter. As apurações revelaram, no entanto, que, ao chegar à cidade, ela teria inicialmente se identificado como uma jovem de 18 anos, alegando experiência em panificação e afirmando estar à procura de emprego na região.

Amanda Maria adotou comportamentos infantilizados para convencer a família (Foto: Divulgação/Record)

Acolhida por uma instituição religiosa, ela se aproximou da família por intermédio de um líder da comunidade e, posteriormente, passou a dizer que era menor de idade e que havia sido vítima de abusos durante a infância. Para justificar a aparência adulta, alegava ter sido submetida ao uso forçado de hormônios. Ela também não apresentava documentos e se recusava a frequentar a escola.

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Após ser detida, Amanda admitiu ter se passado por uma criança e passou a ser investigada pelos crimes de estelionato e falsa identidade. Diante dos indícios reunidos ao longo da apuração, a Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva.

Amanda Maria foi detida após se passar por criança de 12 anos (Foto: Divulgação/Record)

Rafael Luiz Siewert, advogado nomeado pela Justiça para atuar na defesa da investigada, confirmou que ela será submetida a exames de sanidade mental e afirmou que ela permanece à disposição das autoridades para os esclarecimentos necessários.

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Confira o comunicado do advogado:

Fui nomeado defensor dativo da investigada, uma vez que a Defensoria Pública não atua perante o Juízo de Garantias da Comarca de Joinville. Após a análise dos autos e entrevista com a custodiada, a defesa identificou elementos que justificam o pedido de realização de exame de sanidade mental. O requerimento foi acolhido pelo Juízo, que determinou a realização de perícia oficial para avaliação de sua condição psíquica”.

Neste momento, a investigada permanece à disposição da Justiça em razão da decisão que converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva e da necessidade de realização do exame pericial já determinado. A defesa aguarda a conclusão da perícia técnica, que poderá contribuir para o adequado esclarecimento das circunstâncias relacionadas ao caso e para a adoção das medidas processuais cabíveis”.

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