Erika Januza abre as portas de sua “casa dos sonhos” no RJ, com estúdio, adega e detalhes cheios de significado; assista

Atriz mostrou detalhes do imóvel onde vive no Recreio dos Bandeirantes e contou bastidores da reforma, que durou quatro anos

rika Januza apresentou sua casa no Rio de Janeiro em uma entrevista e revelou como o imóvel foi planejado para refletir sua personalidade e trajetória. A atriz mostrou diferentes ambientes da residência e compartilhou a importância do espaço em sua vida atual.

Mais do que uma residência, a casa de Erika Januza no Rio de Janeiro é um retrato de sua trajetória. Em entrevista à revista Marie Claire, publicada nesta segunda-feira (8), a atriz apresentou os ambientes do imóvel de 500 m² e revelou como cada detalhe foi pensado para refletir suas conquistas e raízes.

Localizada no Recreio dos Bandeirantes, a propriedade de esquina chama atenção pela presença marcante da natureza. Cercada por vegetação e com uma piscina inspirada em lagos naturais, a casa foi planejada para transmitir tranquilidade. A conexão com o verde, segundo a artista, está diretamente ligada às lembranças da infância em Minas Gerais.

Natural de Contagem, Erika cresceu observando a avó cuidar das plantas e decidiu levar esse afeto para o projeto de seu lar. Hoje, vasos, jardins e espécies espalhadas pelos cômodos fazem parte da identidade do imóvel. “Sempre quis morar em um lugar perto da natureza. (…) Eu acompanhava minha avó, ela era apaixonada por plantas e sinto que herdei isso dela”, declarou.

A reforma durou quatro anos e a estrutura passou por uma transformação significativa. O período coincidiu com uma fase de ascensão profissional da atriz, marcada por trabalhos na televisão, no cinema e também pelo destaque conquistado no Carnaval carioca como rainha de bateria da Unidos do Viradouro.

Embora tenha sido idealizada para receber amigos e familiares, a residência também abriga espaços reservados para momentos de recolhimento. O quarto, por exemplo, foi construído como um ambiente de descanso absoluto. “É meu lugar de paz”, resumiu.

Um dos ambientes que mais expressam sua personalidade é o estúdio montado no terceiro andar. Com paredes verdes e espelhadas, corredor laranja e elementos vibrantes, o espaço se diferencia do restante da decoração, marcada por tons mais suaves. Para tirar o projeto do papel, Erika chegou a remover completamente o telhado original da casa. “Queria aproveitar cada pedaço do terreno”, explicou.

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Já a adega aposta em uma atmosfera mais intimista, revestida em madeira escura e iluminada de forma discreta. O espaço foi mantido quase intacto durante a reforma e abriga um dos itens de valor afetivo para a atriz, um lustre antigo que simboliza um sonho cultivado desde os tempos em que sua realidade financeira era muito diferente. “Eu repetia para mim mesma que, quando pudesse, compraria um lustre bonito”, contou Januza.

A adega é um dos espaços mais reservados do imóvel. (Fotos: Lília Mendel/Marie Claire)

A ideia era criar um lar que contasse sua história, o que se reflete na decoração. Móveis assinados por um antigo colega da época em que trabalhava como secretária dividem espaço com objetos adquiridos em viagens pelo Brasil e pelo exterior. Livros, retratos, esculturas, obras de arte e lembranças pessoais ajudam a construir sua trajetória de forma tangivel.

“Trouxe muito das minhas origens para dentro de casa. Tudo aqui tem um significado. Queria olhar para os objetos e lembrar das experiências que vivi. Foi emocionante porque reencontrei versões de mim espalhadas naqueles objetos guardados”, refletiu.

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Entre as peças mais especiais está uma réplica de “A Bailarina de 14 Anos”, de Edgar Degas, inspirada na obra original que conheceu durante uma visita ao Louvre, em Paris. Para Erika, o objeto representa muito mais do que uma lembrança de viagem. “Foi muito simbólico para mim, como mulher negra, ver aquela bailarina ali. Precisei trazê-la comigo”, afirmou.

A valorização de suas origens também está presente em um espaço dedicado à ancestralidade. No chamado “canto preto e branco”, uma máscara africana e um colar trazidos da África do Sul convivem com obras de artistas brasileiros, como J. Borges, Cida Lima e Marcos de Sertânia. “Era importante ter minha ancestralidade presente dentro da casa”, pontuou.

Januza trouxe memórias da infância e das viagens para a decoração. (Fotos: Lília Mendel/Marie Claire)

Mesmo cercada por elementos sofisticados, a atriz preserva um objeto simples que a acompanha há mais de uma década: um colchão antigo, transportado de uma mudança para outra desde sua chegada ao Rio, em 2014. Para ela, o item funciona como um lembrete constante dos desafios enfrentados antes da fama.

“Nunca imaginei ter uma casa assim. Esse colchão me lembra um momento em que eu morava de favor na casa de um amigo e estava lutando para conquistar minhas coisas. (…) Todos os dias exercito a ideia de que mereço usufruir do que conquistei”, declarou.

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Mas, no dia a dia, quem dita as regras da casa são os quatro cachorros da atriz. Januza chegou a optar por montar um canil, projeto que não durou muito tempo, já que os animais rapidamente tomaram conta de todos os ambientes. Luna, uma dogue alemã de cerca de 60 quilos, ganhou até um espaço personalizado na área externa, equipado com colchão, edredom e retratos dos companheiros caninos.

Pouco mais de um ano após a mudança definitiva, Erika garante que ainda não se acostumou com a realização desse projeto. “Estou vivendo um sonho”, concluiu.

Veja a tour completa abaixo:

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