Pai de Henry Borel pede anulação de julgamento de Monique Medeiros; saiba detalhes

Promotoria também questionou reformulação de uma das perguntas feitas aos jurados e pediu revisão do veredito

A defesa de Leniel Borel, pai de Henry Borel, entrou com um recurso para pedir a anulação do julgamento que concedeu perdão judicial a Monique Medeiros. Os advogados alegam irregularidades na votação dos jurados e defendem a realização de um novo júri. Entenda os argumentos apresentados e os próximos passos do caso.

Nesta segunda-feira (8), a defesa de Leniel Borel, pai de Henry Borel, oficializou o pedido de anulação do julgamento de Monique Medeiros, mãe do menino. Segundo trechos do documento divulgados pela CNN, os representantes de Leniel alegam que a votação do júri que concedeu perdão judicial foi irregular e pedem a revisão do veredito.

De acordo com o veículo, a contestação foca nas perguntas submetidas aos jurados. Para os advogados de Leniel, houve inconsistências que comprometeram o resultado final da votação. Eles sustentam que a sequência das perguntas gerou uma contradição que impede a interpretação correta dos fatos.

“O recurso foi interposto diante da existência de vícios insanáveis na formulação e condução da quesitação submetida ao Conselho de Sentença”, afirmou Cristiano da Rocha Medina, advogado que representa Leniel Borel.

Em outro trecho, a defesa argumenta que houve “vícios insanáveis na formulação e condução da quesitação submetida ao Conselho de Sentença, especialmente em razão de quesitos cujas respostas teriam gerado incompatibilidade lógica com as deliberações anteriormente manifestadas pelos jurados”.

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Com base nesses argumentos, os representantes de Leniel pedem que a decisão seja anulada e que um novo Tribunal do Júri seja realizado. “O respeito à soberania dos veredictos pressupõe que a vontade dos jurados seja manifestada de forma clara, coerente e livre de contradições”, declarou Medina. O pedido ainda será analisado pelas instâncias superiores da Justiça do Rio de Janeiro para decidir se haverá uma nova sessão.

A condenação de Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, a 43 anos e nove meses de prisão não foi contestada. Já a defesa do ex-vereador pretende recorrer da decisão para tentar a redução da pena. O Ministério Público também chegou a se manifestar sobre o caso. Relembre, clicando aqui.

Monique Medeiros durante audiência do caso Henry Borel (Foto: Brunno Dantas/ TJRJ; Divulgação)

Após a decisão e a soltura de Monique, o pai de Henry afirmou que o veredito representou uma nova violência contra a memória do filho. “Da última vez, poucos meses atrás, que considerava que aquela decisão desta mesma juíza, era uma segunda morte para o meu filho. E agora venho para vocês falar que mataram o meu filho pela terceira vez“, declarou Leniel à imprensa.

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O que foi falado ali agora é que a misoginia matou o Henry. O Henry representa essas milhares de crianças que são vítimas todo dia e, por causa de decisões como essa, se abre precedente para outras mães, genitoras, que possam matar os seus filhos, que possam permitir que seus filhos sejam mortos. A misoginia matou o Henry? Porque quem tinha o dever, quem era a garantidora da proteção do Henry se chama Monique, que estava naquele apartamento com o Jairo“, argumentou.

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