Defensora pública faz nova revelação sobre o caso da mulher de 37 anos que fingiu ser criança

Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, também teria recebido atendimento em unidades de saúde mental

O caso de Amanda Maria Souza de Oliveira, presa em Santa Catarina após se apresentar como adolescente e ser acolhida por uma família, ganhou novos desdobramentos. Informações divulgadas nesta semana apontam que a mulher já havia protagonizado episódio semelhante no Ceará e possui histórico de acompanhamento em saúde mental.

O caso de Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, presa em Santa Catarina após fingir ter 12 anos para ser acolhida por uma família, ganhou um novo capítulo. Segundo informações divulgadas pelo g1 nesta segunda-feira (8), a mulher possui histórico de internações psiquiátricas no Ceará e já havia se apresentado como adolescente em um episódio investigado pela Polícia Civil em 2010.

As informações foram reveladas pela defensora pública Yamara Alves Lavor Viana, que atuava como delegada adjunta da Delegacia de Defesa da Mulher de Fortaleza na época. Conforme o relato, Amanda passou por internações no Hospital Mental de Messejana e no antigo Hospital Mira y López, ambos voltados para atendimento em saúde mental na capital cearense.

Ela também teria realizado tratamento em um Centro de Atenção Psicossocial (Caps) no município de Horizonte, na Região Metropolitana de Fortaleza. De acordo com Yamara, Amanda procurou uma delegacia em 2010 afirmando ter apenas 12 anos e denunciando os pais por supostos abusos sexuais e práticas ligadas à “magia negra”. Na ocasião, um inquérito foi instaurado para apurar as acusações.

Segundo a ex-delegada, a investigação ouviu testemunhas e moradores da região onde Amanda vivia. Os relatos colhidos, porém, não confirmaram as acusações apresentadas por ela. “A gente instaurou inquérito policial na época. A investigação foi à casa dela, ouviu a vizinhança, conversou com testemunhas. Os depoimentos da época eram divergentes do que ela mencionava”, afirmou Yamara ao g1.

Amanda Maria foi detida após se passar por criança de 12 anos (Foto: Divulgação/Record)

Ainda conforme a defensora, os pais da mulher apresentaram documentos comprovando que ela tinha 22 anos naquele período, e não 12, como alegava. Eles também entregaram à polícia laudos médicos apontando um histórico de transtornos psiquiátricos. Amanda, por sua vez, sustentou que a certidão de nascimento apresentada pela família seria falsa.

Outro ponto que chamou atenção durante a investigação foi um exame de raio-X realizado à época. Segundo Yamara, o procedimento identificou a presença de agulhas e de uma chave no corpo de Amanda. A mulher alegava que os objetos teriam sido inseridos pelos pais durante supostos rituais. No entanto, as apurações não confirmaram essa versão.

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O histórico veio à tona após Amanda ser presa preventivamente em Santa Catarina. Ela é investigada pelos crimes de falsa identidade e estelionato depois de convencer uma família a acolhê-la ao afirmar que era uma adolescente em situação de vulnerabilidade.

Segundo a Polícia Civil catarinense, Amanda teria inicialmente dito que tinha 18 anos e procurava emprego. Com o passar do tempo, mudou a versão e passou a afirmar que era uma menina de 11 anos vítima de abusos. Ela permaneceu cerca de 14 meses convivendo com a família.

Ainda de acordo com o g1, o advogado dativo Rafael Luiz Siewert informou que Amanda deverá ser submetida a exames de sanidade mental durante o andamento do processo. O caso segue sob investigação das autoridades de Santa Catarina.

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