Copa do Mundo 2026: Repórter da Globo quebra protocolo ao vivo e expõe situação constrangedora para entrar nos EUA: “Fiquei sem ação”; assista

Karine Alves disse que ouviu relatos semelhantes de outras mulheres negras que desembarcaram no país

Karine Alves, jornalista da Globo que está nos Estados Unidos para a cobertura da Copa do Mundo, relatou ao vivo uma abordagem que sofreu durante sua chegada ao país. O episódio aconteceu em um aeroporto de Nova Jersey.

Karine Alves revelou ter passado por uma situação constrangedora ao desembarcar nos Estados Unidos para a cobertura da Copa do Mundo de 2026. Durante o “Bom Dia Brasil” desta terça-feira (9), a repórter da Globo quebrou o protocolo ao vivo e disse que as autoridades norte-americanas revistaram até seu cabelo no aeroporto, em Nova Jersey.

A jornalista detalhou o episódio enquanto comentava com a âncora Ana Paula Araújo sobre as restrições enfrentadas por alguns atletas da competição, que incluiu a revista com detectores de metal na pista do aeroporto para a delegação de Senegal e o veto a torcedores do Irã, país que segue há mais de 100 dias em conflito com os EUA.

Em seu relato, Karine falou que os agentes solicitaram que ela levantasse o cabelo durante os procedimentos imigratórios. Ela destacou que a postura só foi exigida com ela e outras mulheres negras que tentaram entrar no país norte-americano.

Quando eu cheguei nos Estados Unidos… estou quebrando aqui o protocolo, mas acho importante a gente falar. Está dentro da legalidade as pessoas serem abordadas para ver se tem alguma coisa, por exemplo, levantar os cabelos, serem abordadas na hora da imigração e também na revista“, salientou.

Karine Alves é uma das jornalistas da Globo que estará na Copa. (Foto: Reprodução/Instagram)

Karine explicou que a surpresa foi com a forma como ocorreu a abordagem. “Quando eu cheguei nos Estados Unidos, eu não entendi direito, mas pediram para eu levantar o meu cabelo, só que de uma forma um pouco ríspida. E eu fiquei sem ação, mas consegui entender no final de tudo, e levantei o cabelo“, contou.

A jornalista falou que já ouviu relatos semelhantes de outras mulheres negras que desembarcaram no país. “Muitas mulheres negras passam por isso e reclamam disso na chegada aqui aos Estados Unidos. Foi algo muito pontual, mas que outras colegas não passaram por aqui“, declarou.

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Rigor antes da Copa

O relato de Karine veio enquanto ela comentava sobre as medidas de segurança adotadas pelos Estados Unidos, a poucos dias do início da Copa do Mundo. Além do país norte-americano, o Canadá e o México também receberão os jogos do campeonato.

Durante a entrada ao vivo no matutino, a jornalista compartilhou imagens da chegada dos atletas de Senegal e a forma como eles foram recebidos no aeroporto. “Estamos vendo a imagem da chegada, e todos estão sendo revistados com detectores de metal ainda na pista do aeroporto. Isso é inconcebível. Até os sapatos foram revistados. A Copa nem começou, e a gente já está vendo esse tipo de imagem. As pessoas sendo abordadas dessa forma“, opinou.

A repórter também mencionou o fato de torcedores do Irã não poderem assistir aos jogos nos EUA, bem como a dificuldade de um árbitro da Somália para entrar no país, mesmo com visto válido. “De modo geral, o que a gente está vendo é esse clima muito pouco amigável com que delegações, jornalistas, pessoas que vão trabalhar na Copa estão sendo recebidas aí nos Estados Unidos, infelizmente“, lamentou Araújo, após ouvir o relato de Karine.

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