Gypsy Rose Blanchard relembrou a fatídica noite do assassinato de sua mãe, Claudine “Dee Dee” Blanchard. Nesta terça-feira (9), no podcast “We Need to Talk”, de Paul C. Brunson, ela detalhou o crime, ocorrido em junho de 2015, e compartilhou o que ouviu do então namorado, Nicholas Godejohn, antes de ele esfaquear fatalmente a vítima.
“Eu ouvi gritos. Era um som horrível. Eram gritos. Foi um choque“, declarou Gypsy, que também se lembrou de ouvir Dee Dee perguntar a Godejohn quem ele era. “Ela perguntou: ‘Quem é você?’. E ele respondeu: ‘Eu sou a morte’“, contou. A pergunta da mãe também foi mencionada no depoimento de Godejohn, bem como nas conversas que ele teve com outros detentos.
Gypsy revelou o que teria tido vontade de fazer naquele momento. “Lembro-me dela me chamando pelo nome. Eu senti vontade de ir ajudá-la, mas ao mesmo tempo estava apavorada. Era como se meu corpo estivesse paralisado. Eu não conseguia me mexer. Eu me lembro de ouvir um grito agudo e mais nada depois disso“, afirmou.
A mulher, hoje com 34 anos, falou ainda que ela e a mãe haviam decidido mais cedo que seria legal pintar as unhas e assistir a um filme naquela noite. “Eu queria que fosse uma boa noite. Eu queria que fosse uma noite em que eu me lembrasse dela por coisas boas. Ela preparou o jantar, ela jantou. Eu pintei as unhas dela, ela pintou as minhas. Escolhemos um filme e nos deitamos. Ela demorou um pouco mais para pegar no sono e, então, eu também adormeci“, reiterou.

Gypsy, então, despertou e mandou uma mensagem para Godejohn, avisando que sua mãe havia adormecido. Ela e Godejohn se conheciam há três anos. “Eu estava trocando mensagens com Nick. Ele disse que talvez eu devesse começar a me despedir. E a primeira coisa que ele disse ao abrir a porta foi: ‘Essa vadia está morta’. Eu tranquei a porta atrás de mim e, simplesmente, me encolhi em posição fetal e tapei os ouvidos“, detalhou.
Ela alegou no podcast ter ficado em choque com o assassinato. “Sinceramente, não achei que ele fosse fazer isso até realmente acontecer“, admitiu.
Assista:
Gypsy Rose Blanchard describes the night of her mother’s m*rder for the first time, and the details are haunting 💔 pic.twitter.com/kJRlXSSR24
— hAmeed (@meethAmeed6) June 10, 2026
Relembre o caso
Claudine “Dee Dee” Blanchard alegou falsamente que sua filha, à época com 7 anos, sofria de inúmeras doenças. Uma delas era a distrofia muscular, que, segundo Dee Dee, exigia que a criança usasse uma cadeira de rodas, embora a menina conseguisse andar sem problemas. Em seguida, vieram tubos de alimentação dolorosos e desnecessários e a alegação de que Gypsy tinha leucemia, razão pela qual a mãe raspou a cabeça dela.
Em junho de 2015, após anos de abusos mentais e físicos, Gypsy pediu ao então namorado, Nicholas, para matar a mulher. Em entrevista à People, ela revelou que planejou o crime depois de uma tentativa de fuga frustrada e mais um procedimento médico desnecessário marcado, este em sua laringe.
Assim, o casal seguiu com o plano de assassinato. Após se declarar culpada, Gypsy foi condenada a 10 anos de prisão e solta em dezembro de 2023, depois de cumprir 85% da pena. Em seu “novo capítulo”, ela afirmou que depois de muitos anos, finalmente conseguiu processar as atitudes da mãe. Godejohn foi condenado por homicídio em primeiro grau e cumpre pena de prisão perpétua sem direito a liberdade condicional.
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